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//// Visitar Lavras do Sul é se surpreender com um jeito peculiar e simples de levar a vida. Muitas vezes se diz que Lavras do Sul é uma grande família, por conta de sua hospitalidade entre os habitantes e para com os visitantes. Mesmo com seu tamanho de pequeno porte, possui atrações e eventos que atraem pessoas de diversos lugares e de todos os estilos, em todas as épocas do ano. Conhecendo Lavras do Sul, tu irás te surpreender. ///// Localizado na mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e na microrregião da Campanha Meridional, a 320 quilômetros via rodoviária da Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, o município de Lavras do Sul foi fundado em 9 de maio de 1882, emancipando-se de Caçapava do Sul. É o único município gaúcho com origem na mineração e na extração do ouro, mineral outrora abundante na região. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população era de 7.679 habitantes. Seu território se estende por 2.600 km² e, as Coordenadas Geográficas da zona urbana são 30° 48' 41” S, 53° 54' 02” O. Divide-se em dois distritos: Sede (a leste) e Ibaré (a oeste).

sexta-feira, 28 de março de 2014

SOCIEDADE: Conheça a comunidade Quilombola Corredor dos Munhós, no interior de Lavras do Sul

A COMUNIDADE QUILOMBOLA DE LAVRAS DO SUL

Comunidade quilombola é um vilarejo formado por descendentes de escravos. A Constituição Federal de 1988 garante aos quilombolas direito de propriedade sobre as terras que ocupam.

As informações sobre a comunidade quilombola de Lavras do Sul são de autoria de Mariluce Chagas, Bacharel em Economia Doméstica e Educação Familiar, e Técnica de Bem Estar Social da EMATER/RS – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural. As fotos foram apresentadas em um evento da Fundação Palmares. A edição da matéria é, naturalmente, by Pato Velho.

A Comunidade Corredor dos Munhós, de Lavras do Sul, localiza-se na região do Camaquã-Chico conhecida como Mantiqueira, em terras da antiga fazenda de Zeferino Munhóz de Camargo. A sua gênese baseia-se em informações do livro “Família Munhoz de Camargo – Raízes Pioneiras na Formação de São Paulo e do Rio Grande do Sul”, de Jandira Munhoz Schmidt, publicado pela Gráfica Evangraf, 1998. Jandira de Munhoz Schmidt, Doutora em História pela Universidade Católica do RS, registra que, em 1905, a escrava Francisca Munhós tornou-se herdeira dos campos da fazenda, junto com os netos de Zeferino.

O Corredor dos Munhós fica no primeiro distrito de Lavras, aproximadamente a uns 15 quilômetros da cidade. Para chegar até lá é preciso pegar a estrada para Bagé e entrar à esquerda no km 11, corredor da Mantiqueira. Após a ponte do arroio, passar a primeira fazenda à esquerda, entrar na porteira, também à esquerda, nos fundos da fazenda. Continuar pela estrada de campo, até encontrar dois passos (passo é o lugar no rio onde é possível atravessá-lo) e uma porteira; após a porteira, chega-se à comunidade. São sete ranchos cobertos com palha, cerca de 4 km campo adentro.

O nome da comunidade, Corredor dos Munhós, deriva de um costume da época da escravidão: os escravos eram chamados somente pelo nome e, na carta de alforria, recebiam o sobrenome dos seus donos, no caso Munhós. Em Lavras do Sul os escravos trabalhavam nas grandes fazendas de criação de gado da Região do Rio Camaquã-Chico, como, entre outras, a Fazenda São Jerônimo, a Cabanha Sant’Anna e a Cabanha Mantiqueira. Cabanha, para quem não é do Rio Grande do Sul, significa “estabelecimento pastoril destinado à criação e seleção de reprodutores de gado de raça”.

As casas da comunidade são feitas de pau-a-pique ou de torrão, cobertas com capim Santa Fé.
As casas mais modernas são revestidas com telhas de amianto. As terras, em sua maioria, não possuem registro em cartório.

O Programa Luz Para Todos foi o primeiro programa governamental a beneficiar a comunidade. Um técnico do Programa Quilombola do Luz Para Todos auxiliou a equipe da EMATER na tarefa de conscientização e organização da comunidade.

Os moradores têm gado de corte e de leite e plantam geralmente milho, feijão, batata-doce, abóbora, mogango, melão, melancia e mandioca. Praticam, ainda, atividades de apicultura, fruticultura e horticultura. 
Sua subsistência é assegurada pelo trabalho para terceiros, na condição de peão de estância, alambrador (o que faz a cerca de arame), cozinheira, faxineira. Os agricultores mantém residência fixa na comunidade.
Praticam atividades artesanais, como a feitura de rédeas, cabeçadas (peça de couro que serve para segurar o freio do animal na boca), pelegos, pilão e móveis, pelos homens. As mulheres fazem vestidos, palas, xergões (pelego feito com lã de ovelha) e casacos.

A roupa cotidiana, para os homens, é a roupa do gaúcho: bota, chapéu e bombacha.

As mulheres costumam usar saia e lenço na cabeça

A sua alimentação é rica em frutas e verduras e na culinária destacam-se: arroz de carreteiro, quibebe, pirão e angu. Os doces mais comuns são marmelada, figada e perada. Mas, também fazem geléias e compotas, mogango com leite e canjica de milho.

As manifestações culturais privilegiam a música gaúcha, fandangueira e nativista. Na comunidade existem tocadores de violão, gaita (acordeom) e pandeiro. Alguns escrevem versos, outros cantam e contam causos. Quanto à religião, a maioria são cristãos católicos e evangélicos, e alguns identificados com religiões de origem africana.

“Somos pessoas que têm como cartão de visita um sorriso no rosto. Temos afabilidade, educação, que nos é passada de geração em geração, respeito e opinião. Mas, [quando tentam nos ludibriar] não é um raro uma briga de facão e de relho”.

Nada mais típico do Rio Grande do Sul.







FONTE DAS INFORMAÇÕES E DAS IMAGENS: Blog Pato Velho, maio de 2011

Um comentário:

  1. Sou descendente de Zeferino Munhoz minha vó Fausta Gomes era filha de Eurico e Albina Munhoz que moravam nestas terras. Fique muito feliz e poder saber desse belo trabalho retratando a história .
    Antonio Augusto Gomes Saraiva
    Guia de Turismo e radialista em Bagé RS

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Conheça Lavras do Sul!

O município gaúcho de Lavras do Sul está localizado a 324 km a sudoeste de Porto Alegre, entre Caçapava do Sul e Bagé, através de acessos pelas rodovias BR-290, BR-392 e ERS-357. Possui 7 679 habitantes, distribuídos em uma área de 2 600 km² (IBGE, 2010). Emancipado de Caçapava em 9 de maio de 1882, foi o único município gaúcho com origem na mineração do ouro. Possui as denominações carinhosas de "Pepita do Rio Grande" e "Terra do Ouro". Na atualidade, a economia se baseia na pecuária (principalmente bovinos e ovinos), comércio, fruticultura, lãs, indústrias artesanais e turismo. Tem como atrações turísticas principais a Igreja Matriz de Santo Antônio, a Praça Licinio Cardoso e o Camping Municipal (ou Praia do Paredão). O Carnaval lavrense é um dos maiores do Rio Grande do Sul e do Interior Brasileiro. Além do Carnaval, são realizadas as mais diversas festas e eventos ao longo do ano. Tudo consequência da alegria, da tranquilidade, da hospitalidade e da receptividade do povo lavrense.
A Sede está situada na latitude de 30°48’41”S e longitude 53°54’02” O. São dois os Distritos: o primeiro, Sede, com 1.240 km² aproximadamente; e o segundo, o Ibaré, com 1.360 km² aproximadamente.
A altitude média é de 300 metros acima do nível do mar (oficialmente ela está em 277 metros), mas em vários pontos, chega a 400, 450 metros. Nas regiões do extremo oeste do município, alcança apenas 98 m nas curvas do Rio Santa Maria.
Faz divisa com sete municípios: Vila Nova do Sul e Santa Margarida do Sul (norte), São Gabriel (norte e noroeste), Dom Pedrito (oeste, sul e sudoeste), Bagé (sudeste), Caçapava do Sul (leste e nordeste) e São Sepé (nordeste e norte). Até os anos 1980, havia uma pequena divisa com Rosário do Sul, que foi extinta devido a anexações aos municípios de Dom Pedrito e São Gabriel. O perímetro aproximado de divisas de Lavras do Sul é de 380 km. A distância entre os extremos leste-oeste é de cerca de 120 km.
Lavras do Sul está situada a 2.431 km de Brasília, Capital do Brasil, e a 641 km de Montevidéu, Capital do Uruguai. Localiza-se na faixa de fronteira.

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