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//// Visitar Lavras do Sul é se surpreender com um jeito peculiar e simples de levar a vida. Muitas vezes se diz que Lavras do Sul é uma grande família, por conta de sua hospitalidade entre os habitantes e para com os visitantes. Mesmo com seu tamanho de pequeno porte, possui atrações e eventos que atraem pessoas de diversos lugares e de todos os estilos, em todas as épocas do ano. Conhecendo Lavras do Sul, tu irás te surpreender. ///// Localizado na mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e na microrregião da Campanha Meridional, a 320 quilômetros via rodoviária da Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, o município de Lavras do Sul foi fundado em 9 de maio de 1882, emancipando-se de Caçapava do Sul. É o único município gaúcho com origem na mineração e na extração do ouro, mineral outrora abundante na região. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população era de 7.679 habitantes. Seu território se estende por 2.600 km² e, as Coordenadas Geográficas da zona urbana são 30° 48' 41” S, 53° 54' 02” O. Divide-se em dois distritos: Sede (a leste) e Ibaré (a oeste).

domingo, 14 de abril de 2013

   HISTÓRIA:

A Abolição da Escravidão no Brasil - 1888

A Abolição da Escravidão no Brasil - 1888
A Lei Áurea libertou os negros, mas não pensou na vida deles após a conquista da liberdade
No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país. Por outro lado, essa mesma medida incomodou os vários proprietários de terra que ainda dependiam da exploração do trabalho escravo para produzirem gêneros agrícolas em suas propriedades. Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite.
No século XIX já havia movimentos que defendiam o fim da escravidão. Diversos pensadores dessa época já consideravam a escravidão um abuso e um grande problema para qualquer nação que tivesse a intenção de se desenvolver. A partir da década de 1850, percebemos que o movimento abolicionista no Brasil começou a ter maior visibilidade e isso se deve a alguns acontecimentos importantes que marcaram essa mesma época.
Em 1845, os ingleses impuseram uma lei realizando a prisão de toda a embarcação que estivesse no Oceano Atlântico transportando escravos africanos. Isso fez com que o número de escravos vindos para o Brasil diminuísse e o preço deles se elevasse justamente num tempo em que as lavouras de café aumentavam no país. Pouco tempo depois, no ano de 1850, o governo brasileiro aprovou a Lei Euzébio de Queirós. Essa lei proibia definitivamente a importação de escravos para o país. Desse modo, o preço do escravo ficou ainda mais caro para os grandes proprietários de terra.
Para suprir a falta de escravos, os proprietários de terra passaram a atrair imigrantes europeus que ocupariam as vagas de trabalho existentes nas lavouras. Para alguns intelectuais brasileiros, essa presença era benéfica na medida em que os europeus eram considerados “superiores”. Mais do que trazer a cultura europeia para o Brasil, a presença dos imigrantes viria, ao longo das décadas, promover o “branqueamento” da nossa população. Esse era outro argumento dos intelectuais que na época, infelizmente, acreditavam que os negros e mestiços eram grupos raciais com menor capacidade intelectual.
Após a Lei Eusébio de Queirós, podemos destacar outras leis abolicionistas que foram aprovadas pelo governo de Dom Pedro II. No ano de 1871, a Lei do Ventre Livre determinou que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres. Apesar de livrar as próximas gerações da escravidão, essa medida só era aplicada assim que o filho de escravo atingisse os 21 anos de idade. O filho de escravo passava uma parte de sua infância e juventude na fazenda junto aos demais escravos, tendo sua força de trabalho explorada. Além disso, após atingir a maioridade, encontrava dificuldades em abandonar seus pais e enfrentar uma vida incerta.
Dezesseis anos mais tarde, no ano de 1885, a Lei dos Sexagenários livrava os escravos com mais de sessenta anos da escravidão. A medida também tinha uma aparência benéfica. Contudo, era muito pequena a quantidade de escravos com mais de sessenta anos. No século XIX, a média de idade da população girava em torno dos quarenta anos de idade. Além disso, devemos lembrar que um escravo idoso trazia mais despesa do que lucro para o seu proprietário. Sendo assim tal lei teria um impacto pequeno na população de escravos.
Quando atingimos a década de 1880, vemos que diferentes setores da sociedade defendiam o fim da escravidão. Ao mesmo tempo, devemos salientar que um número significativo de proprietários de terra empregava a mão de obra dos imigrantes europeus no lugar dos escravos, que tinham um preço ainda mais elevado nessa época. Dessa forma, já tínhamos a clara impressão que a extinção do trabalho escravo no Brasil seria uma questão de tempo.
Sendo assim, no ano de 1888, quando a princesa Isabel estabeleceu o fim da escravidão pela Lei Áurea, essa modalidade de exploração da mão de obra se mostrava inviável. Devemos aqui destacar que a abolição só deu fim à escravidão, mas não deu fim à exploração do trabalho dos ex-escravos. Afinal de contas, a Lei Áurea não contava com nenhum tipo de auxílio ou projeto que facilitasse o grande número de negros libertos a serem devidamente inseridos na sociedade brasileira.
Observando todos esses fatos que marcam o fim da escravidão no Brasil, temos a nítida impressão que tudo ocorreu de modo lento. Da lei Eusébio de Queiroz até a Lei Áurea passaram-se quase quarenta anos. Ao mesmo tempo, as leis aprovadas nesse meio tempo eram de impacto lento ou muito tímido. Por fim, vemos que a lei que encerra a exploração da força de trabalho dos negros não falava sobre os desafios e problemas que essa grande parcela da população enfrentaria a partir daquele momento.

A Cultura do Brasil no Período da República Velha.

A Cultura do Brasil no Período da República Velha
As mudanças da República Velha movimentou a cultura popular urbana daquele tempo.
Durante a República Velha, o Brasil experimentava uma situação de mudança, transformação. O país começava a abandonar suas características essencialmente rurais para então experimentar o crescimento dos centros urbanos do país. No entanto, esse era só o começo da mudança. A grande maioria da população continuava sem instrução e o debate cultural e artístico ainda ficava recluso entre as elites econômicas.
Com o fim da escravidão, a República Velha foi marcada pela chegada de muitos negros que saíram das antigas propriedades em busca de melhores oportunidades. No Rio de Janeiro, muitos deles se aglomeravam em cortiços e bairros portuários, organizando comunidades em que, ao mesmo tempo em que se ajudavam, também experimentavam de manifestações artísticas diversas.
Do ponto de vista histórico, o samba, o maxixe e o choro ganhavam forma e possibilidade nessa época. Nas chamadas casas das tias, vários negros e outros elementos da sociedade urbana carioca se reuniam em festas que já ganhavam o nome de “samba” naquela época. Nas datas festivas, os músicos populares saíam pelas ruas organizando os chamados “cordões”, que indicavam uma organização mais simples dos futuros desfiles de escola samba.
Nessa mesma época, vemos que o Brasil também recebeu um grande número de imigrantes europeus que escapavam da miséria e das dificuldades impostas pela Primeira Guerra Mundial. Em geral, esses imigrantes chegaram ao país com o objetivo de ocupar vagas de trabalho nas indústrias que apareciam nas grandes cidades, tendo em vista que tinham experiência como operários em sua terra natal.
Junto com o sonho de uma vida melhor em terras brasileiras, esses imigrantes europeus chegaram por aqui também trazendo os valores políticos do pensamento comunista e anarquista. Em várias situações, inconformados com as injustiças de nosso país, disseminavam seus ideais de luta e contestação em jornais e manifestações públicas. Chegaram ao ponto de organizarem escolas populares, buscando educar seus filhos segundo seus ideais políticos.
No campo da literatura e das artes, vemos que alguns integrantes de nossas elites traziam ao contexto brasileiro as questões estéticas empreendidas na Europa. Os chamados modernistas se organizavam em círculos de discussão pensando a identidade própria de nossa cultura. Estavam cansados do velho hábito de se pensar que o Brasil só se tornaria “culto” e “civilizado” ao imitar os valores que viesse de fora.
O resultado de toda essa discussão foi a Semana de Arte Moderna de 1922, ocorrida na cidade de São Paulo. Nesse evento, novos pintores, escritores e poetas apareceram ao público expondo que o Brasil tinha uma riqueza cultural própria a ser conhecida e apreciada. Em termos históricos, o evento indicava que o Brasil não poderia ser mais entendido pelos valores da Europa ou como um simples celeiro produtor de grãos para o mundo.
É desse modo que vemos as transformações experimentadas na época da República Velha. Muita coisa ainda deveria mudar, a grande maioria da população era analfabeta e as manifestações de ordem popular nem sempre ganhavam prestígio. Por outro lado, o debate sobre “a cara do Brasil”, da sua cultura, começava a apontar para outros rumos e possibilidades.

A divisão da História:

A divisão da História
A divisão dos tempos históricos não é exata como a divisão do tempo dos relógios
Toda vez que abrimos um livro de História ou começamos um assunto novo na História, nos deparamos com a divisão dos tempos históricos. Em resumo, são cinco os períodos que os livros e professores nos apresentam: Pré-História, Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e a Idade Contemporânea. Antes de pensarmos um pouquinho mais sobre essa divisão, vamos citar brevemente quais os fatos centrais e características que cada um desses períodos apresenta.
A Pré-História começa no aparecimento dos primeiros seres humanos na Terra, até 4000 anos antes de Cristo, quando temos a invenção da escrita. Nesse tempo, observamos intensamente a relação dos homens com a natureza, a realização das primeiras invenções, a criação de ferramentas e outros aparatos que viabilizaram a vida humana na Terra e, mais tarde, possibilitaram o surgimento das primeiras comunidades humanas.
Chegando à Antiguidade, que vai de 4000 antes de Cristo até o ano de 476 depois de Cristo, observamos a formação de uma série de civilizações. Egípcios, sumérios, mesopotâmios, gregos e romanos são os povos estudados com maior frequência. Apesar da enorme distância temporal em relação aos dias de hoje, podemos ver na Antiguidade a concepção de várias práticas, valores e tecnologias que ainda têm importância para diversos povos de agora.
Situada entre os anos de 476 e 1453, a Idade Média compreende um período de aproximadamente mil anos. Na parte ocidental do mundo, costumamos olhar atentamente para a Europa Ocidental. Esse lugar foi tomado pelos valores da religião cristã, que se torna uma das mais importantes crenças de todo o planeta. Mesmo tendo muito poder e autoridade, a Igreja não tinha poder absoluto nesses tempos. As artes, a literatura e a filosofia tiveram um espaço muito rico e interessante nessa época da história.
A Idade Moderna fica datada entre os anos de 1453 e 1789. Nesse tempo, diversas nações europeias passam a encontrar, dominar e explorar várias regiões da América e da África. A tecnologia desenvolvida nesse tempo permitiu reduzir distâncias e mostrar ao homem europeu que o mundo era bem maior do que ele imaginava. As monarquias chegaram ao seu auge e também encararam sua queda nesse mesmo período. Com a Revolução Francesa, ocorrida em 1789, novos padrões políticos apareceram.
A Idade Contemporânea, que vai de 1789 até os dias de hoje, é um período histórico bastante curto, mas ainda assim marcado por muitos acontecimentos. As distâncias e relações humanas, em parte graças à Revolução Industrial desenvolvida no século XVIII, se tornam ainda menores. O desenvolvimento do sistema capitalista permite a exploração de outras parcelas do mundo e motiva terríveis guerras. Chegando ao século XX, a grande renovação das tecnologias permite que pessoas, nações e ideias se relacionem de uma forma nunca antes vista.
Percebendo essas divisões do tempo, você pôde notar que existem períodos históricos que são mais longos e outros que são bem mais curtos. Dessa forma, vemos que a divisão da História não obedece ao tempo cronológico, no qual um dia sempre terá vinte quatro horas, uma hora sempre terá sessenta minutos e um minuto possuirá sessenta segundos. Desse modo, aparece uma questão: o que determina o início e o final dessas tais divisões que a história tem?
É nesse momento que entra em ação os historiadores, que pensam as experiências e transformações sofridas pelos homens ao longo do tempo. De acordo com as transformações consideradas mais importantes e significativas, com o passar do tempo, abre-se a possibilidade de discutir se um período histórico se encerra e um novo se inicia. Em termos práticos, a divisão ajuda a definir quais os eventos têm maior proximidade entre si.
Mas é importante tomar um grande cuidado com a divisão da História. O começo e o fim de um determinado período não significam que o mundo se transformou completamente na passagem de um período para o outro. Muitos dos valores de uma época se conservam em outros períodos e se mostram vivos no nosso cotidiano. Sendo assim, as divisões são referenciais que facilitam nosso estudo do passado, mas não ditam quando a cabeça dos homens exatamente mudou.

A Família e o Tempo:

A Família e o Tempo
Os Simpsons são exemplo de boa família
Antigamente, a vida das famílias era mais simples e tranquila, não existia a correria que vemos hoje em dia.
As pessoas andavam a pé, pois quase não existiam carros. As ruas eram de terra ou de paralelepípedos. As crianças podiam brincar nas ruas e calçadas, pois não havia perigo de acidentes ou assaltos.
Os vizinhos eram como integrantes das outras famílias, todos os dias se reuniam nas varandas de suas casas para conversar enquanto as crianças brincavam.
As brincadeiras, nessa época, eram: roda, pega-pega, esconde-esconde, passa anel, barra manteiga, bolinha de gude, etc.
As famílias eram bem grandes, um casal tinha mais de seis filhos. Mas hoje o número de pessoas na família diminuiu muito, o normal é um casal ter um ou dois filhos.

Família antiga e Família Moderna – diferença quanto ao número de integrantes
Isso aconteceu porque a vida moderna fez com que a mulher tivesse que trabalhar para ajudar nas despesas da casa.
A violência e as dificuldades para se viver bem, também são motivos que influenciaram no tamanho das famílias.
Além da quantidade de pessoas de uma família, outras diferenças existem se compararmos à vida de hoje.
Nas casas não existiam aparelhos de televisão, ouvia-se música em vitrolas com discos de vinil ou no rádio. Neste também eram transmitidas as notícias e até novelas. As fotografias eram feitas por um homem que colocava um pano preto na cabeça e falava “olha o passarinho”, para as pessoas sorrirem.
Era comum matarem galinhas e porcos no quintal de casa, onde também se colhiam verduras e legumes de uma horta que os mais velhos cuidavam. Como não existia geladeira, as carnes eram cozidas em fogões à lenha e armazenadas em latões, mergulhadas em gordura de porco – banha, para não estragarem.
Não existia água encanada e as pessoas precisavam buscar baldes de água para lavar as louças, roupas, cozinhar ou tomar banho. E ainda falam que a vida era mais fácil!

A Família Real Portuguesa no Brasil:

A Família Real Portuguesa no Brasil
Dom Pedro I
A vinda da família real portuguesa para o Brasil se deu no ano de 1808, após a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte a Portugal.
Essa invasão foi causada porque a França não conseguiu derrotar a Inglaterra em uma disputa militar, fato pelo qual Napoleão proibiu que os países da Europa Continental fizessem qualquer tipo de comércio com os ingleses. Para isso criou um decreto que constituía o “bloqueio continental”.
Dom João não teve outra alternativa senão fugir com sua família e parte da corte para as terras brasileiras, vieram um total de dez mil pessoas, em 29 de novembro de 1807.

Napoleão Bonaparte
Após sua chegada ao Brasil, dom João decretou que os portos brasileiros fossem abertos para o comércio com todas as nações com as quais mantinham relações cordiais, inclusive com a Inglaterra. Antes dessa decisão o Brasil só mantinha comércio com Portugal e suas colônias.
A família real permaneceu por um mês na Bahia, fazendo melhoras na região, como: a criação da Escola de Cirurgia – que mais tarde tornou-se faculdade de medicina do estado; a criação da Junta do Comércio – virando a associação comercial; a criação do Passeio Público e a construção do Teatro São João – a melhor casa de espetáculos do país.
Em seguida, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi instalada a sede do governo de Portugal, por mais de treze anos. Com isso, o Rio de Janeiro cresceu muito e o estado obteve novas estruturas.

Dom João VI e sua esposa Carlota Joaquina
As principais benfeitorias foram: o Banco do Brasil, a Academia Militar e da Marinha, a Imprensa Régia, a Academia de Belas Artes, o Jardim Botânico, o Museu da Biblioteca Nacional, além de outros museus, bibliotecas, teatros e escolas.
O Brasil, até então, era tido como colônia, mas em 19 de dezembro de 1815, passou a Reino Unido a Portugal e Algarve, tendo suas capitanias transformadas em províncias.
Com o falecimento da mãe de D. João, a então rainha de Portugal, este teve que assumir o trono do país, administrando o mesmo daqui do Brasil, enviando suas ordens através dos mensageiros. Mas em 1820 aconteceu uma revolta em Portugal e D. João teve que retornar ao país, deixando seu filho, D. Pedro I, como Príncipe Regente do Brasil.

A I Guerra Mundial (1914-1918):

A I Guerra Mundial (1914-1918)
O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando foi o início da I Guerra Mundial
Você sabe a origem da expressão guerra de trincheira? Ela surgiu da forma de combate desenvolvida pelos exércitos envolvidos na I Guerra Mundial (1914-1918), a partir da segunda fase do conflito, ocorrida a partir de 1915. Mas antes de falarmos o que foi a guerra de trincheiras, é necessário apresentar o que foi a I Guerra Mundial.
O fato que deu início à Primeira Guerra foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, em 28 de junho de 1914, na capital da Bósnia, Sarajevo. Francisco Ferdinando era herdeiro do trono do Império Austro-húngaro e foi assassinado pelo militante da organização secreta sérvia Mão Negra, Gavrilo Princip. Francisco Ferdinando queria elevar a Bósnia e a Herzegovina ao nível de importância da Áustria, formando uma monarquia tríplice, composta por austríacos, húngaros e eslavos. Os grupos nacionalistas sérvios, como a Mão Negra, não queriam que essa aliança ocorresse, orientando Gavrilo Princip a efetuar o atentado.
Quanta confusão! Foi justamente essa infinidade de conflitos nacionais que originou o primeiro grande conflito de escala mundial. Mas o foco dos combates ocorreu mesmo no continente europeu. Em 1º de agosto de 1914, o Império Austro-húngaro declarou guerra à Sérvia, por conta do atentado ao herdeiro de seu trono. Imediatamente a Rússia se colocou ao lado da Sérvia, ativando um sistema de alianças que vinha se desenhando desde 1870.
De um lado havia se formado a Tríplice Aliança, composta pelo Império Alemão, pelo Império Austro-húngaro e pela Itália. De outro lado, já havia se formado a Tríplice Entente, constituída por França, Inglaterra e Rússia.
Com o apoio da Rússia à Sérvia, a Alemanha se colocou ao lado do Império Austro-húngaro contra a Rússia, obrigando França e Inglaterra a entrarem no conflito. A Itália se declarou neutra no início da guerra pela rivalidade com os austro-húngaros por territórios na fronteira entre os dois países. Além disso, a guerra se entendeu para o norte da África e para o Oriente Médio, palco de disputa entre os países pelas colônias.
A guerra de trincheiras foi uma das características dos combates na I Guerra Mundial
A guerra de trincheiras foi uma das características dos combates na I Guerra Mundial
A primeira fase da Guerra ficou conhecida como guerra de movimento por causa do deslocamento das tropas alemãs para o oeste, atacando a França e depois para o leste, buscando atacar a Rússia. Mas os impasses e a resistências das tropas da Entente levaram a uma paralização dos avanços do exército Alemão, ocasionando o que ficou conhecido como guerra de trincheiras ou guerra de posições, com as tropas nas trincheiras em pequenos corredores cavados no solo, colocando frente a frente os postos avançados dos exércitos inimigos. Para além dos combates, essa situação acabou criando um estreitamento de contato entre os soldados, envolvidos na mesma situação de mortes e luta por causas que, aos poucos, perceberam que não eram as deles.  O resultado foi que em muitos locais de batalhas houve confraternização entre soldados de exércitos diferentes, o que deixou em alerta os comandantes e oficiais, pois havia soldados que se recusavam a guerrear contra os novos companheiros.
Outros fatos contribuíram para o fim da guerra. O primeiro foi a entrada dos EUA no conflito em 1917, auxiliando a Entente com sua poderosa produção industrial e bélica. O motivo da entrada dos EUA na guerra foi a derrubada de dois navios estadunidenses pela marinha alemã. Outro fator foi a saída da Rússia em 1918, após a Revolução Bolchevique, consolidada no tratado de Brest-Litovski.
A saída da Rússia ocasionou o deslocamento de tropas alemãs para o ocidente, com o objetivo de enfrentar os EUA e a aliança anglo-francesa. Nesse momento teve início as derrotas dos países próximos à Tríplice Aliança, o que foi agravado por problemas internos do Império Alemão, como rebeliões operárias e de soldados nas principais cidades, com a formação dos conselhos operários e greves, em um processo conhecido como Revolução Alemã de 1918-1919, o que acabou resultando na eclosão de um conflito social que enfraqueceu internamente o país.
Em Novembro de 1918, houve o fim da Guerra com a fuga do Kaiser Guilherme II da Alemanha para a Holanda. O novo governo ocupou o poder e assinou o armistício de Compiegne, pondo fim à Primeira Guerra Mundial, que resultou em 13 milhões de mortos. Mas o Tratado de Versalhes, que ficou responsável por impor as condições do fim do conflito, criou mais problemas, o que levou os mesmos países a entrarem novamente em conflito, iniciando a II Guerra Mundial.

A Proclamação da República no Brasil:

A Proclamação da República no Brasil
A proclamação de Deodoro da Fonseca: o primeiro marco de nossa história republicana
No dia 15 de novembro de 1889, aconteceu a proclamação que transformou o Brasil em um país de regime republicano. Antes disso, nosso país era um império organizado a partir do rompimento dos laços coloniais com Portugal. A proclamação republicana foi resultado da ação de um grupo de militares, que se colocou contra o governo imperial que era liderado por Dom Pedro II.
A ação dos militares brasileiros realizou-se numa época em que os movimentos de oposição contra o império já aconteciam. No fim do século XIX, vários intelectuais e políticos acreditavam que o Império não era o melhor para o país. A ideia de um governo controlado por um imperador, portando muitos poderes, era entendida como algo que dificultava o desenvolvimento da nação.
Além disso, havia uma grande oposição ao governo imperial por conta do trabalho escravo. A escravidão era interpretada como um tipo de trabalho que impedia o processo de modernização de nossa sociedade, de nossa economia. Portanto, a escravidão deveria ser combatida. Contudo, esse mesmo regime era mantido pelo governo imperial. Com isso, muitos defensores do fim da escravidão também se transformaram em críticos do governo de Dom Pedro II.
Nesse conjunto de transformações, alguns militares engrossaram a fileira dos que não concordavam com o governo de Dom Pedro II. Após a Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870, os militares brasileiros ganharam muito prestígio mediante a vitória do país nesse conflito. Valorizados pelo conflito, passaram a exigir maior valorização com melhores salários e a formação de uma carreira mais interessante. Na medida em que o império não cumpria todas essas exigências, importantes figuras do Exército passaram a se contrapor à ordem imperial.
Não bastando esse movimento, devemos destacar o problema surgido nessa mesma época entre o imperador e a Igreja Católica. No fim do século XIX, o papa havia decretado que os católicos envolvidos com a maçonaria deveriam ser expulsos da Igreja. O imperador, que era católico e simpático à maçonaria, acabou não seguindo essa exigência e impediu que os bispos brasileiros seguissem as recomendações papais.
Nesse período, essas tensões cresciam e a abolição da escravidão, decretada em 1888, acabou piorando a situação de Dom Pedro II. Os grandes fazendeiros proprietários de escravos se sentiram desamparados pela Coroa e também passaram a se voltar contra o rei. Nesse contexto de críticas e oposições, passou a correr um boato de que Dom Pedro II iria realizar uma grande reforma nas Forças Armadas, retirando da corporação os militares que se opunham ao Império.
Essa polêmica, alimentada ao longo do ano de 1889, acabou mobilizando um grupo de militares que exigiam a anulação dessa reforma. Alguns outros, já percebiam nessa oportunidade a situação ideal para impor a dissolução do Império Brasileiro. Foi entre essas duas propostas que o marechal Deodoro da Fonseca, líder do Exército, foi convocado para liderar a ação que deu fim à monarquia brasileira. No dia 15 de novembro daquele ano começava o regime republicano brasileiro.
A partir daquele momento, dava-se início a um novo tipo de governo político em nossa história. Na república, temos a organização de um governo que deveria dar mais autonomia aos estados e maior direito de participação política aos cidadãos do país. Apesar de esses serem os dois pilares do nosso regime, foram muitas ainda as lutas e transformações que viriam a garantir realmente essas duas mudanças em nossa realidade política. Ou seja, o 15 de novembro foi apenas um primeiro passo de uma longa estrada a se construir.

Antecedentes da Primeira Guerra Mun:

Antecedentes da Primeira Guerra Mundial
A Tríplice Entente foi uma das alianças que compuseram os lados em conflito durante a I Guerra Mundial
Entre 1871 e 1914 houve na Europa uma corrida armamentista entre as várias potências econômicas colonialistas. Esse processo ficou conhecido como Paz Armada, sendo que o grande incentivo à indústria de armamento teve como grande laboratório de testes conflitos na Ásia e África, cujo objetivo era a expansão dos impérios coloniais.
Nesse interesse colonialista, Alemanha e Itália haviam ficado para trás em relação à França e Inglaterra, por causa da unificação tardia dos dois primeiros países, o que os obrigou a efetuar um investimento no colonialismo para alcançar as demais potências.
Além disso, foram realizadas políticas de alianças entre as nações imperialistas. Das principais, citam-se a Tríplice Aliança, formada pelo Império Alemão, pelo Império Austro-Húngaro e pela Itália, sendo que esta última ficou neutra no início da I Guerra Mundial, e a Tríplice Entente, compondo a aliança Inglaterra, França e Rússia. Os interesses comuns da Tríplice Entente contra a Tríplice Aliança eram os seguintes: a França mantinha um ressentimento contra a Alemanha pela derrota na Guerra Franco-Prussiana que lhe custou a rica região de Alsácia-Lorena; a Rússia se opunha ao Império Austro-húngaro na região dos Balcãs, local onde viviam os iugoslavos, povos eslavos do sul, de mesma etnia que os russos.
Havia ainda a concorrência capitalista, que levava a Alemanha a rivalizar com a Inglaterra o posto de principal potência econômica do continente, além de disputas por mercados consumidores e produtores de matérias-primas nas áreas coloniais. Havia ainda a rivalidade do capital financeiro alemão contra o inglês, além do perigo que representava à Inglaterra a força naval alemã.
Uma disputa por um território colonial na África intensificou as animosidades entre os países. A Questão Marroquina, como ficou conhecida uma das disputas imperialistas na África, opôs França e Inglaterra à Alemanha, retirando o direito de exploração da localidade pelos alemães, conseguida na Convenção de Madri de 1880. Essa ruptura com o acordo fez com que o kaiser alemão Guilherme II desembarcasse em Tânger, em 1905, criando um impasse com as demais potências e prometendo manter a independência do Marrocos frente ao domínio francês.
Outro foco de conflitos que desembocaria na I Guerra Mundial foi a Questão Balcânica. A região localizada entre os mares Negro e Adriático era formada por povos de várias etnias e dominada pelo enfraquecido Império Turco. Essa região era alvo de disputas entre as duas alianças por ser ponto estratégico para as rotas de escoamento de mercadorias que as potências europeias pretendiam construir, como a construção de uma ferrovia pelos alemães, que ligaria seu país ao Oriente Médio, fonte de várias matérias-primas. Foi na região balcânica que houve também os conflitos nacionalistas que levaram ao assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro. Sua morte deu início à Primeira Guerra Mundial.

A Mesopotâmia:

A Mesopotâmia
Mesopotâmia, a região do Crescente fértil
A Mesopotâmia foi a responsável pela origem de importantes civilizações. A região mesopotâmica ficava localizada entre os rios Tigres e Eufrates, onde hoje corresponde à grande parte do território do Iraque. A localização da Mesopotâmia era privilegiada e por isso chamada de região do Crescente Fértil, a região entre rios estava sujeita a cheias periódicas. Essas cheias, quando não ocorriam de forma regular, provocavam destruição, por isso o controle das cheias dos rios e a construção de sistemas de irrigação eram essenciais para a sobrevivência das populações ali existentes. O clima mesopotâmico era caracterizado pelos invernos intensos e verões rigorosos, reforçados pela umidade natural, resultado da evaporação dos pântanos. Esses fenômenos naturais contribuíram para a necessidade de uma organização coletiva.

A população mais antiga da Mesopotâmia foi formada por um povo braquicéfalo (crânio grande e arredondado) talvez de origem camita, ou seja, descendentes de Cam, um dos três filhos de Noé, mas essa população foi mais conhecida na história da Mesopotâmia como os sumérios. Os sumérios constituíram a base cultural da civilização mesopotâmica. Muitas instituições e conhecimentos foram atribuídos aos sumérios. Conta-se que a criação do mundo teria sido obra, segundo os sumérios, de Marduque, que fez o homem do barro. Esses povos acreditavam no acontecimento de um dilúvio universal, do qual somente uma família escapou por ter construído uma arca.

A escrita cuneiforme, escrita em forma de cunha e gravada geralmente em pequenos tijolos, foi uma das mais importantes criações sumerianas. Os sumérios também desenvolveram técnicas para armazenar e transportar água e fundaram cidades importantes como Ur, Lagash e Nipur, que viviam constantemente em guerras. A desunião dos povos sumérios acarretou no enfraquecimento político e no desaparecimento lento e gradual dessa importante população mesopotâmica. O legado sumério permaneceu, pois muito tempo depois do desaparecimento de sua civilização, assírios e babilônios escreviam e usufruíam das técnicas criadas pelos primeiros povos da Mesopotâmia.

Alimentação nas Grandes Navegações Marítimas europeia:

Alimentação nas Grandes Navegações Marítimas europeias
Alimentação e cotidiano nas Grandes Navegações Marítimas Europeias (XV – XVI)
Durante as Grandes Navegações Marítimas Europeias (principalmente nos séculos XV e XVI), as embarcações eram feitas principalmente nos portos de Portugal e na região da Andaluzia, na Espanha. As caravelas mediam cerca de 20 metros de comprimento e pesavam até 80 toneladas. Nessas embarcações, comprimiam-se durante meses de viagem cerca de 60 homens e mais os animais destinados à alimentação, além de armas, munições, alimentos, entre outros.
O cotidiano dos navegadores não era nada fácil. Além dos medos imaginários, presentes nos pensamentos desses navegadores (como a crença de que o oceano era povoado por monstros e dragões), também existiam os medos reais, as dificuldades de navegar em mar aberto, as tempestades e chuvas intensas, as doenças e a péssima alimentação.
Neste texto iremos aprender um pouco sobre o cotidiano das Grandes Navegações. Conheceremos mais sobre a alimentação dos navegadores dentro das Caravelas, ou seja, sobre a dieta de bordo dos navegadores.
As viagens marítimas nos séculos XV e XVI eram cheias de imprevistos (que ainda hoje ocorrem). Quando a viagem transcorria de forma normal, sem imprevistos, a comida a bordo supria precariamente as necessidades dos tripulantes, mas se ocorresse algum imprevisto, como tempestades, danos físicos nas embarcações ou alguma imperícia do piloto, os tripulantes sofriam com a falta de alimentos.
Nas embarcações, principalmente durante os séculos XV e XVI, o principal alimento era o biscoito. De acordo com o clima e sob certas circunstâncias (invasão de água na embarcação), essa alimentação passava por algumas alterações, ou seja, encontrava-se em péssimas condições para a alimentação (por causa do mofo e da umidade). Geralmente cada tripulante recebia diariamente cerca de quatrocentos gramas de biscoito para sua refeição.
O vinho tinha presença obrigatória nas embarcações. A água utilizada para beber e para cozinhar era guardada em grandes tonéis ou tanques, inapropriados. Assim, quase sempre a água estava infectada por bactérias, o que sempre provocou infecções e diarreias nos tripulantes.
Os alimentos sempre eram distribuídos pelo capitão da embarcação e por um ajudante. Essa distribuição dos alimentos era estabelecida em regimentos (porções) e somente o capitão e o ajudante tinham a chave dos estoques de alimentos. A segurança era rigorosa para vigiar os alimentos, pois a sua falta poderia comprometer toda a viagem e causar mortes tanto pela fome, tanto por conflitos entre os tripulantes por causa do alimento.
Juntamente com a tripulação, existia a presença de ratos e baratas, sempre comprometendo a qualidade dos alimentos. Outro fator que contribuía para a falta de higiene era a ausência de banheiros na embarcação – geralmente os tripulantes faziam suas necessidades em recipientes e as lançavam ao mar. Esses fatores contribuíram bastante para a proliferação de doenças e mortes nas embarcações.

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O município gaúcho de Lavras do Sul está localizado a 324 km a sudoeste de Porto Alegre, entre Caçapava do Sul e Bagé, através de acessos pelas rodovias BR-290, BR-392 e ERS-357. Possui 7 679 habitantes, distribuídos em uma área de 2 600 km² (IBGE, 2010). Emancipado de Caçapava em 9 de maio de 1882, foi o único município gaúcho com origem na mineração do ouro. Possui as denominações carinhosas de "Pepita do Rio Grande" e "Terra do Ouro". Na atualidade, a economia se baseia na pecuária (principalmente bovinos e ovinos), comércio, fruticultura, lãs, indústrias artesanais e turismo. Tem como atrações turísticas principais a Igreja Matriz de Santo Antônio, a Praça Licinio Cardoso e o Camping Municipal (ou Praia do Paredão). O Carnaval lavrense é um dos maiores do Rio Grande do Sul e do Interior Brasileiro. Além do Carnaval, são realizadas as mais diversas festas e eventos ao longo do ano. Tudo consequência da alegria, da tranquilidade, da hospitalidade e da receptividade do povo lavrense.
A Sede está situada na latitude de 30°48’41”S e longitude 53°54’02” O. São dois os Distritos: o primeiro, Sede, com 1.240 km² aproximadamente; e o segundo, o Ibaré, com 1.360 km² aproximadamente.
A altitude média é de 300 metros acima do nível do mar (oficialmente ela está em 277 metros), mas em vários pontos, chega a 400, 450 metros. Nas regiões do extremo oeste do município, alcança apenas 98 m nas curvas do Rio Santa Maria.
Faz divisa com sete municípios: Vila Nova do Sul e Santa Margarida do Sul (norte), São Gabriel (norte e noroeste), Dom Pedrito (oeste, sul e sudoeste), Bagé (sudeste), Caçapava do Sul (leste e nordeste) e São Sepé (nordeste e norte). Até os anos 1980, havia uma pequena divisa com Rosário do Sul, que foi extinta devido a anexações aos municípios de Dom Pedrito e São Gabriel. O perímetro aproximado de divisas de Lavras do Sul é de 380 km. A distância entre os extremos leste-oeste é de cerca de 120 km.
Lavras do Sul está situada a 2.431 km de Brasília, Capital do Brasil, e a 641 km de Montevidéu, Capital do Uruguai. Localiza-se na faixa de fronteira.

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