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//// Visitar Lavras do Sul é se surpreender com um jeito peculiar e simples de levar a vida. Muitas vezes se diz que Lavras do Sul é uma grande família, por conta de sua hospitalidade entre os habitantes e para com os visitantes. Mesmo com seu tamanho de pequeno porte, possui atrações e eventos que atraem pessoas de diversos lugares e de todos os estilos, em todas as épocas do ano. Conhecendo Lavras do Sul, tu irás te surpreender. ///// Localizado na mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e na microrregião da Campanha Meridional, a 320 quilômetros via rodoviária da Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, o município de Lavras do Sul foi fundado em 9 de maio de 1882, emancipando-se de Caçapava do Sul. É o único município gaúcho com origem na mineração e na extração do ouro, mineral outrora abundante na região. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população era de 7.679 habitantes. Seu território se estende por 2.600 km² e, as Coordenadas Geográficas da zona urbana são 30° 48' 41” S, 53° 54' 02” O. Divide-se em dois distritos: Sede (a leste) e Ibaré (a oeste).

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A imagem do dia (20/06/19)

A imagem do dia (20/06/19)
Igreja Matriz de Santo Antônio - 2018 (CRÉDITO: Murilo de Carvalho Góes)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

EDUCAÇÃO: Alunos do Terceirasso do I.E.E. Dr. Bulcão na expectativa da Formatura


EVENTOS: Fotos do Festival Nativista Interescolar do I.E.E. Dr. Bulcão, por Valério Teixeira de Souza




EDUCAÇÃO: Banrisul realiza doação de computadores para quatro escolas lavrenses



FOTO: Divulgação

Ao mesmo tempo em que as agências do Banrisul passam por um processo de modernização, diversas escolas públicas do interior do estado são beneficiadas. O banco está substituindo os computadores e doando os equipamentos substituídos para escolas estaduais através do Programa Banrisul RS mais Digital.

A agência Banrisul de Lavras do Sul contemplou três escolas de ensino fundamental e uma de ensino médio com um total de nove equipamentos.

O gerente Júlio César da Rosa Moraes recebeu na agência, junto com os funcionários, as diretoras das escolas que ganharam os computadores. Coordenadas pela 13º Coordenadoria Regional de Educação de Bagé (13ª CRE) as escolas que demonstraram interesse em receber os equipamentos entraram em contato com o banco através de um ofício e, de acordo com a necessidade de cada estabelecimento de ensino foram doadas as máquinas. 

O Programa Banrisul RS mais digital, além de promover a inclusão digital reduzindo as desigualdades regionais e sociais também minimiza o impacto ambiental, já que as máquinas que seria descartadas terão a vida útil ampliada para auxiliarem no desenvolvimento de centenas de estudantes. A ação está ocorrendo em agências do todo o estado.

As escolas de ensino fundamental contempladas foram: Licínio Cardoso, José Bernardo de Medeiros, Antônio Cândido de Freitas e também a Escola de Ensino Médio Dr. Bulcão.

Por Camila Tavares
Assessoria de Imprensa Banrisul 
Agência Lavras do Sul

FONTE: Farrapo

domingo, 28 de outubro de 2012

EM TEMPO REAL: TM Sports vence o Campeonato Municipal de Futebol de Campo

TM Sports é o campeão lavrense de Futebol de Campo, derrotando o Penharol pelo placar de 6 a 0. O jogo foi encerrado agora há pouco. Em breve, maiores informações em nossos canais de comunicação.

Colaboração: Julia Luongo.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

EVENTOS: Show de Talentos do do I.E.E. Dr. Bulcão

Dia 26/10 (sexta-feira) acontecerá o Show de Talentos do I.E.E. Dr. Bulcão: Escolha da Garota e Garoto Jubileu do Bulcão, apresentações artísticas e de danças e Show da cantora lavrense Estela La-Bella. Começa às 19h30min e o ingresso é apenas R$ 5,00

SOCIEDADE: Bazar da APAE

Bazar da APAE, dia 29 de outubro, da 14h30 às 17h; super bazar de roupas e acessórios, na sede da entidade, na rua João Bulcão. Todo o dinheiro será revertido para o atendimento às crianças da APAE.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

MEMÓRIA: Fotos do tradicionalismo nos anos 1990, por Rosangela Moura

Semana do Folclore 1996




Recepçao à delegação chinesa, em 1996 (Ctg Lanceiros do Batovi)




Lançamento do livro "Médicos (pre)screvem", na Casa de Cultura José Néri da Silveira, em julho de 1996 com as prendas do Ctg Lanceiros do Batovi e prendas do Município


Ronda da Chama Crioula e entrega de faixas do CTG Lanceiros do Batovi - setembro de 1995


Entrega de faixas do CTG - 1995


Primeiro concurso de Prenda Farroupilha do Município- 1996



Primeira Bateada da Canção e da Poesia - 1996


Prrimeira Prendinha Farroupilha do Municipio de Lavras do Sul: Aline de Moura Carvalho










SERVIÇO: Acesso a Lavras do Sul a partir de Porto Alegre fica mais caro a partir da próxima sexta-feira

ATENÇÃO: Pedágio da BR-290 em Eldorado do Sul estará mais caro a partir desta sexta-feira (26/10). O acesso de Porto Alegre a Lavras do Sul e ao Pampa Gaúcho e Sul do Estado custará 50 centavos mais caro: de R$ 8,00, a tarifa passará a custar R$ 8,50. A cobrança ocorrerá apenas no sentido Capital/Interior

domingo, 21 de outubro de 2012

PERSONALIDADES: Festa de 15 anos de Janaína Soares Romeu


FOTO: Zaira Campelo

Mais uma festa de 15 anos foi realizada para animar os jovens lavrenses. Ontem, foi celebrado o aniversário de Janaína Soares Romeu, que foi Rainha Infantil do Carnaval Lavrense no ano de 2009. O Panorama Lavrense deseja muitas felicidades a esta jovem lavrense tão querida por seus familiares e amigos.

sábado, 20 de outubro de 2012

EVENTOS: Festa da Pegada do Arrocha, hoje, na ABAMF Cabos e Soldados



Hoje ocorrerá na ABAMF- Cabos e Soldados, às 23h45min, uma super festa, organizada pela Companhia Do Som, com a animação da Banda Quinteto Universitário e a Pegada do Arrocha. Ingressos antecipados a R$ 10,00.

Divirta-se, mas verifique a classificação indicativa, beba com moderação e se beber não dirija!!

ENCICLOPÉDIA: Retrato da Agricultura no Brasil nos últimos anos, segundo o IBGE



O Atlas do Espaço Rural Brasileiro, que o IBGE acaba de lançar, é uma publicação que integra dados do Censo Agropecuário 2006 e das pesquisas populacionais, sociais, econômicas e ambientais do Instituto, oferecendo-lhes uma dimensão espacial, com o objetivo de retratar a complexa realidade territorial do campo brasileiro.

O Atlas, que reúne informações sobre as relações rural-urbano, mostra, por exemplo, como o processo de modernização da agropecuária passou de um momento de grande mecanização para um maior investimento em capital intelectual, na forma de técnicas de irrigação, uso de sementes certificadas e transgênicas, acesso a assistência técnica, plantio direto, transferência de embriões, confinamento e inseminação, entre outros.

Por outro lado, dos proprietários rurais que administravam diretamente 3,9 milhões de estabelecimentos agropecuários, 39% eram analfabetos ou sabiam ler e escrever sem terem frequentado a escola e 43% não tinham completado o ensino fundamental. 

A publicação também destaca que a agropecuária é uma das atividades humanas que causam maior impacto sobre o ambiente natural. Dos seis biomas encontrados no território nacional, o que mais sofre pressão dessa atividade é o pampa, com 71% da sua área ocupada com estabelecimentos agropecuários, seguido pelos biomas pantanal (69%), mata atlântica (66%) e cerrado (59%). Ainda sobre o meio ambiente, mapas mostram as bacias hidrográficas do país – que concentra 53% da água doce do continente – e sua relação com os estabelecimentos rurais. Embora o país conte com mais de 29 mil km de rios navegáveis, o transporte de cargas ainda depende primariamente de rodovias (70%). 

O IBGE mapeou, também, o deslocamento espacial da fronteira agropecuária brasileira em direção às regiões Centro-Oeste e Norte do país, bem como a consolidação de inúmeras cadeias produtivas.

São apresentados, ainda, a agricultura familiar, o uso de Tecnologia de Informação e Conhecimento (TIC), a logística e fluxos das cadeias produtivas e os condicionantes ambientais/institucionais que tornam mais complexa a questão do uso da terra e da distribuição geográfica da produção agropecuária. O Atlas também levanta questões sociais, como os níveis de escolaridade, acesso a bens, saneamento, políticas públicas e justiça nos estabelecimentos agropecuários. Também são mostradas séries históricas de relevantes produtos da agropecuária nacional. O Atlas traz, ainda, informações da publicação - Censo Agropecuário 2006 – Segunda Apuração, que está disponível na internet a partir de hoje.

A publicação completa pode ser acessada na página 
www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/2006_segunda_apuracao/default.shtm.

Modernização da agricultura passou de máquinas e equipamentos para capital intelectual

Máquinas e insumos agrícolas marcaram a modernização da agricultura, mas na atual fase do processo destaca-se o consumo intensivo de capital intelectual (que congrega uma série de habilidades, competências, informações, conhecimentos, bancos de dados e técnicas). Destacam-se, na área, por exemplo: uso de irrigação; municípios com 50% e mais da área colhida com uso de sementes certificada e transgênica; municípios com 50% e mais dos estabelecimentos agropecuários com acesso a assistência técnica; aplicação de plantio direto; produção de eucalipto; estabelecimentos com dimensão acima de 100 hectares, segundo o número de colheitadeiras; e valor da produção da floricultura. Na pecuária bovina, destacam-se municípios que apresentam estabelecimentos com transferência de embriões; rastreamento; uso de rações indústrias; e confinamento e inseminação.

Observa-se, por exemplo, a introdução do plantio direto no sistema de preparo do solo e o uso de sementes certificadas e transgênicas na cultura de grãos no oeste da Bahia, no sul do Maranhão e no Piauí. Ao lado do padrão espacial pontual de áreas modernizadas, típico do Nordeste, é visível um padrão contínuo em áreas de alta intensidade de lavoura e pecuária para abastecimento de grandes centros urbanos do país e para exportação, que abrange os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O uso de sementes certificadas e transgênicas se destaca em municípios das regiões Sul e Sudeste. A adoção de colheitadeira em grandes estabelecimentos (100 hectares e mais) permite observar uma seleção de áreas com contornos bem definidos nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Goiás.

Já no caso da pecuária, o uso de tecnologias abrange especialmente Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais e Goiás, além de áreas pontuais no Acre, no Amazonas e no Pará.

Força mecânica, tratores e corretivos de solo se concentram no Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Na análise do uso de força mecânica e tração animal nas lavouras, observou-se que a força mecânica é proporcionalmente mais usada em áreas de produção intensiva de lavouras comerciais no nordeste de São Paulo, no oeste do Paraná, noroeste do Rio Grande do Sul e na parte central do Estado de Mato Grosso e, de forma isolada, ela se apresenta no sul do Maranhão e do Piauí, e no oeste da Bahia.

O uso combinado das duas técnicas se destaca em áreas periféricas, como a do vale do rio Jaguaribe, no Ceará; do vale do rio Apodi, no Rio Grande do Norte; e do Município de Irecê, na Bahia, entre outras, na Região Nordeste; além do norte de Minas Gerais e do vale do rio São Francisco. O uso de tratores se concentra principalmente no Sul e Sudeste, com tendência de expansão nas novas áreas de produção agropecuária, como o Centro-Oeste. O uso de calcário e/ou de outros corretivos do solo, bem como de adubos, tende a seguir um padrão espacial muito semelhante ao do uso de tratores, indicando associação entre os segmentos da modernização agrícola.

De 3,9 milhões de proprietários rurais, 82% eram analfabetos ou não tinham completado o ensino fundamental

De um total de 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários, 3,9 milhões (75,9%) eram geridos por proprietários, correspondendo a 69% da área total dos estabelecimentos. Desse contingente, 39% eram analfabetos ou sabiam ler e escrever sem terem frequentado escola e 43% não tinham completado o ensino fundamental. As mulheres, que respondiam por cerca de 13% dos estabelecimentos agropecuários, tinham a maior taxa de analfabetismo (45,7%), contra 38,1% dos homens. As maiores taxas de analfabetismo, tanto para os proprietários quanto para os ocupantes, se concentravam nos municípios das regiões Norte e Nordeste do país.

A concentração dos maiores percentuais de produtores proprietários com nível médio de instrução (regular e profissionalizante) ocorre nas áreas de maior dinamismo da produção agrícola, com destaque no Centro-Sul, especialmente na região de domínio do complexo agroindustrial da soja e de outras commodities de exportação, demonstrando a correlação entre o aprimoramento técnico da agricultura e o nível de instrução do produtor rural.

Agropecuária causa grandes impactos nos biomas; práticas sustentáveis são pouco usadas



A agropecuária é uma das atividades humanas que causam maior impacto sobre o ambiente natural, alterando o equilíbrio ecológico e diminuindo a biodiversidade nos biomas. Dos seis biomas encontrados em território nacional, o que mais sofre pressão dessa atividade é o Pampa, que tem 71% da sua área ocupada com estabelecimentos agropecuários. Em seguida estão os biomas Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado, que têm, respectivamente, 69%, 66% e 59% de suas áreas ocupadas com estabelecimentos agropecuários. Segundo o Censo Agropecuário 2006, apenas cerca de 20% dos estabelecimentos agropecuários no país tinham matas destinadas a Áreas de Preservação Permanente ou Reserva Legal.

As principais práticas agrícolas capazes de prevenir e controlar a erosão são o plantio em nível, o uso de terraços, a proteção de encostas e o plantio direto na palha. Além dessas práticas, são ainda importantes para a manutenção da fertilidade do solo a prática do pousio (interrupção de cultivo para permitir o descanso da terra) e a rotação de culturas. No Brasil, cerca de 40% dos estabelecimentos agropecuários não usam qualquer uma dessas práticas. O Centro-Oeste e o Norte apresentam os percentuais mais altos de estabelecimentos que não fazem uso de práticas agrícolas, com 64% e 50%, respectivamente. A região Sul é a que apresenta maior percentual de estabelecimentos que fazem uso de algumas dessas práticas agrícolas, aproximadamente 70%. A prática agrícola capaz de prevenir erosão mais utilizada era o plantio em nível, feita em cerca de 30% dos estabelecimentos. As queimadas eram usadas em 14% dos estabelecimentos do país, com maiores percentuais no Norte (26%) e Nordeste (22%).

Outro dado importante sobre a relação entre a atividade agropecuária e o meio ambiente é a forma de obtenção de energia. Segundo o Censo Agropecuário 2006, cerca de 30% dos estabelecimentos agropecuários não tinham acesso a energia elétrica. Entre os que tinham acesso, apenas 2% produziam a própria energia, principalmente a partir do aproveitamento de energia solar e da queima de combustíveis. 

Brasil concentra 53% da água doce do continente e 12% do mundo

A produção nacional de água doce representa 53% do continente sul-americano (334.000 metros cúbicos por segundo) e 12% do total mundial (1.488.000 m³/s). Cerca de 80% dos recursos hídricos disponíveis em território nacional estão distribuídos entre as bacias hidrográficas de menor densidade demográfica, enquanto as regiões mais densamente urbanizadas detêm somente 12% dos recursos hídricos, abrigando 54% da população de total do país. Aproximadamente 90% dos recursos hídricos do país são destinados à produção agrícola, produção industrial e consumo humano, sendo a maior demanda de água proveniente das atividades de agricultura irrigada. 

Os comitês de bacia hidrográfica são as formas mais comuns de participação municipal em gestão ambiental no Brasil, correspondendo a 33% dos municípios do país. O Sudeste é a região com o maior percentual de municípios com participação em comitês de bacia (55%). As demais regiões apresentam índices inferiores a 30%, sendo o Norte a com o menor percentual, 11%.

No que diz respeito a agricultura irrigada, o principal usuário de água, o Censo Agropecuário 2006 identificou uma área de estabelecimentos agropecuários de aproximadamente 330 milhões de hectares, dos quais 54,2 milhões são ocupados por lavouras permanentes e temporárias. Destes, 4,5 milhões são irrigados, o que equivale a 8,3% das áreas de lavoura do país, o que evidencia uma considerável margem, em potencial, de expansão de áreas de agricultura irrigada, que poderia alcançar 30 milhões de hectares.

Desigualdades regionais marcam a agropecuária

Os mapas do Atlas do Espaço Rural evidenciam a desigualdade na densidade dos fluxos econômicos da agropecuária brasileira. A geografia da atividade tem como motor o comércio mundial de commodities, e apoia-se em uma logística que envolve as áreas agrícolas, vias de circulação, pontos de armazenagem, processamento e distribuição da produção e de serviços.

As ações políticas estatais e privadas, especialmente as de incentivo à pesquisa científica, relacionadas à adaptação de espécies vegetais ao Cerrado brasileiro, facilitaram o deslocamento dos investimentos no setor agrícola da região Sul em direção ao Centro-Oeste, como, por exemplo, na cultura do algodão. Mais recentemente, a fronteira agrícola brasileira avançou em direção aos cerrados do oeste baiano, sul/sudeste do Maranhão e Piauí, acompanhada por investimentos na infraestrutura e na logística portuária. Porém, observam-se enormes extensões territoriais onde praticamente inexistem cadeias produtivas organizadas, em especial no Norte e Nordeste. Na Amazônia, seguindo um padrão histórico de economia de exportação, há extensas áreas supridoras de matérias-primas para os grandes portos exportadores, enquanto as cidades ou núcleos permaneceram concentrando escassos serviços essenciais à população local. 

Agricultura familiar abrange 84,4% dos estabelecimentos, mas cobre apenas 24,3% da área

A agricultura familiar, apesar de abranger 4,4 milhões de estabelecimentos agropecuários do país (84,4%), cobria apenas 80 milhões de hectares, 24,3% da área. A área média dos estabelecimentos com agricultura familiar era de 18,3 hectares, enquanto a dos com agricultura não familiar era de 330 hectares. O Nordeste tinha cerca de 50% do total de estabelecimentos com agricultura familiar, além da maior área, cerca de 35% do total do país.

Modelo rodoviário concentra 70% do transporte de cargas

Embora o Brasil conte com mais de 29 mil km de rios naturalmente navegáveis, apenas 5% da safra de grãos é transportada pelas hidrovias, enquanto 67% seguem por estradas. Ao longo das décadas de 1990 e 2000, o modal rodoviário respondeu por cerca de 70% do total transportado no país, contrastando com outros países, como os Estados Unidos (26%) e China (8%). Em relação aos portos, dois problemas são cruciais: o primeiro é o acesso aos terminais, o qual depende em investimentos na rede e o segundo é o custo das operações.

Produção de milho quadruplica no Centro-Oeste entre 1999 e 2009

A produção nacional de milho evoluiu 137,7%, passando de 21,4 milhões de toneladas, em 1990, para 50,8 milhões de toneladas, em 2009, em razão de ganhos de produtividade da cultura do que propriamente a acréscimos da área plantada. No Centro-Oeste, o crescimento foi de 402,7%, em razão da disponibilidade de terra, e da utilização de insumos modernos conjugados à mecanização em todo o ciclo da lavoura, sobressaindo principalmente o estado de Goiás, que, no entanto, ao longo do período, viria a ceder a sua posição para o estado de Mato Grosso e ainda o de Mato Grosso do Sul.

Sementes adaptadas ao Cerrado resultam em aumento da produção de algodão

Entre 1990 e 2009, a participação da região Centro-Oeste na produção de algodão cresceu de 10,7% para 61,7%, em razão do desenvolvimento de sementes especialmente adaptadas ao solo do cerrado. Nesse período, o deslocamento dessa cultura das regiões Sul e Sudeste para o Centro-oeste também foi favorecido pelo baixo valor da terra, e também pela topografia plana, que favorece a mecanização de todo o ciclo da cultura. 

São Paulo e Paraná perdem participação na cafeicultura entre 1990 e 2009

A produção nacional de café declinou de 2,9 milhões de toneladas, em 1990, para 2,4 milhões em 2009, em decorrência da expressiva retração da área plantada ocorrida justamente nas principais áreas de produção (Sul e Sudeste), mas também no Centro-Oeste.

O retrocesso da área plantada no Sudeste resultou em um atenuado declínio da produção regional, de 2,2 milhões de toneladas em 1990, para 2,0 milhões, em 2009, graças ao desempenho dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, cujas produções evoluíram 14,8% e 42,03% respectivamente. Já a produção cafeeira de São Paulo, que por décadas foi o cenário da cafeicultura nacional, apresentou um declínio da ordem de 69,5% e a sua participação relativa na produção regional encolheu de 30,3%, em 1990, para apenas 9,7% em 2009. No Paraná, a produção retraiu de 313,8 mil toneladas, em 1990, para 89,2 mil toneladas em 2009.

Cultura do fumo cresce no Sul apoiada pela cadeia produtiva

O incremento de 61,2% da área plantada da cultura do fumo na década de 1990 contribuiu para a expansão da produção nacional, que evoluiu de 445,5 mil toneladas em 1990, para 863,1 mil toneladas em 2009. A exploração do fumo constitui uma das práticas mais antigas na região Sul e atualmente faz parte do cenário agrícola de pelo menos 814 dos seus 1.188 municípios, que, além disso, abrigam os mais importantes segmentos que compõem a cadeia produtiva do setor. A produção regional evoluiu de 397,3 mil toneladas em 1990, para 843,2 mil toneladas em 2009. 

A produção regional do Nordeste declinou de 45,1 mil toneladas em 1990, para 19,3 mil toneladas em 2009, tornando-se apenas residual no cenário nacional, sobressaindo neste caso as perdas ocorridas em Alagoas (-64,4%). A produção baiana também diminuiu de 10,6 mil toneladas em 1990, para 4,6 mil toneladas em 2009, o que aconteceu devido à expressiva redução da área plantada no estado (-71,2%). Já a exploração de fumo em Sergipe, terceiro maior produtor do Nordeste, evoluiu de 1,7 mil toneladas em 1990, para 2,3 mil toneladas, em 2009, elevando assim a sua participação na produção regional de 3,7% para 11,9% no período. 

Adoção de variedades com melhor rendimento eleva produção do arroz no Sul

A produção nacional de arroz evoluiu de 7,4 milhões de toneladas, em 1990, para 12,7 milhões de toneladas, em 2009, devido, sobretudo à região Sul (responsável por 2/3 da produção nacional), onde além da tradição regional no cultivo da lavoura, houve melhorias de caráter tecnológico na produção e ainda ao avanço da área plantada.

A melhoria no manejo da cultura e a adoção de variedades com rendimento superior, aliada à expansão da área plantada (58,4%) elevou a produção no Rio Grande do Sul de 3,2 milhões de toneladas em 1990 para 8,0 milhões de toneladas, em 2009. Em Santa Catarina, evoluiu de 567,7 mil toneladas em 1990 para 1,0 milhões de toneladas, em 2009. No entanto, no Paraná, apresentou significativo declínio da produção que passou de 253,5 mil toneladas em 1990 para 167,4 mil toneladas em 2009, sobretudo em decorrência da redução da área plantada (-71,3%). 

Produção nacional de feijão cresceu entre 1990 e 2009

A produção nacional de feijão cresceu 56%, passando de 2,2 milhões de toneladas em 1990 para 3,5 milhões de toneladas em 2009, em razão de ganhos de produtividade da cultura, já que houve expressiva contração da área plantada. Na região Sul, a produção de feijão teve uma expansão de 55,8% graças, sobretudo, aos ganhos de produtividade e à estabilidade da área plantada da cultura no estado do Paraná, cuja produção evoluiu de 279,0 mil toneladas em 1990 para 787,2 mil toneladas em 2009. 

Já a produção de feijão na região Sudeste sofreu redução da sua área plantada, a maior dentre as regiões produtoras (-40,4%), no entanto, os incrementos da produção, muito expressivos em Minas Gerais, resultaram numa expansão regional da ordem de 41,9%. A produção mineira mais que dobrou no período, passando de 293,5 mil toneladas para 602,3 mil toneladas. 

No Nordeste, onde o cultivo do feijão constitui uma das práticas agrícolas mais arraigadas, sua importância pode ser avaliada quer pelo tamanho da área plantada, a maior dentre todas as regiões, que, aliás, apresentou uma pequena retração (-6,2%) no período, quer pela evolução da produção que passou de 580,0 mil toneladas em 1990, para 844,5 mil toneladas em 2009. O maior produtor nordestino de feijão continua sendo a Bahia, contribuindo, em média, com 40% da produção regional. 

Produção de mandioca cai um terço no Nordeste entre 1999 e 2009

A produção nacional de mandioca ficou praticamente estagnada ente 1999 e 2009, passando de 24,3 milhões de toneladas para 24,4 milhões de toneladas. Contribuiu para isso declínio de um terço de na produção no Nordeste (acompanhado de perda de 27,6% na área plantada), onde somente Rio Grande do Norte e Alagoas registraram expansões da produção (66,4% e 46,7%). 

A região Norte se destacou pela expansão da cultura em todos os seus estados, que resultou em um acréscimo de 64% na produção regional, distinguindo-se, neste contexto, o Pará, atualmente o maior produtor de mandioca do país, cuja evolução da produção (57,1%) no período pode-se atribuir mais à introdução de melhorias no manejo da cultura. 

A produção de mandioca na Região Sul, por sua vez, apresentou uma evolução bem modesta (7,9%), devido principalmente ao significativo declínio da atividade no Rio Grande do Sul e, sobretudo, em Santa Catarina. Neste contexto, o estado do Paraná consolidou sua posição no cenário sulista, produzindo quase 2/3 da produção regional.


Comunicação Social
19 de outubro de 2012

FONTE: IBGE, acessado em 20/10/2012.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO: Avenida Brasil, da Rede Globo, é sucesso em audiência e nas redes sociais

Tem quem goste, tem que não goste, mas de qualquer maneira, a novela das nove, Avenida Brasil, da Rede Globo, bateu recordes de audiência e de repercussão no Twitter e Facebook.

Segundo informações do portal TV a Ver, a trama alcançou 54 pontos de média em audiência em todo o país. O capítulo final, que teve cerca de duas horas de duração, foi bastante comentado pelos internautas, que acompanhavam a novela e a descreviam nas redes sociais simultaneamente e em tempo real.

Em Lavras do Sul, não foi diferente. Os telespectadores lavrenses estiveram atentos à trama e aos momentos decisivos da novela e a cidade (assim como o país inteiro) parou para acompanhar.

A próxima novela do horário das nove na Rede Globo, Salve Jorge, estreia na próxima segunda-feira (dia 22/10), e terá a mesma classificação indicativa de Avenida Brasil, ou seja, 12 anos.



EVENTOS: Jantar Show dos 50 anos do I.E.E. Dr. Bulcão, por Nina Boeira










PAMPA GAÚCHO: Corede Campanha promoverá encontros para debater agricultura e pecuária familiar


O Conselho Regional de Desenvolvimento da Campanha – Corede Campanha - organiza a partir de 19 de outubro uma série de encontros para debater as questões da agricultura e a pecuária familiar na região. As sete cidades que compõem o conselho (Aceguá, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Lavras do Sul) se reunião para discutir o contexto atual. O último encontro será o seminário regional que acontecerá em Caçapava do Sul no mês de novembro com data a ser confirmada.

O objetivo, segundo o presidente do Corede Campanha João Sérgio Machado, é proporcionar o encontro entre os sindicatos, associações rurais, produtores da agropecuária familiar, e outras representações da sociedade para debater com o governo do estado ações e estratégias para o desenvolvimento de políticas públicas para a agricultura familiar e a pecuária familiar.

“Vamos buscar a partir de um contexto municipal e regional ações estratégicas para a produção regional. Essas reuniões balizarão o Seminário Regional da Pecuária Familiar, onde será apresentado o resultado de cada uma das reuniões que acontecerão anteriormente ao Ssminário” explica Machado.

Os encontros tem apoio dos conselhos municipais COMUDES, da Coordenadoria da Região Funcional de Participação Popular e Cidadã 6, da Coordenadoria Regional de Participação Popular e Cidadã - Campanha e a Coordenadoria Regional da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR).

Calendário das reuniões
Dia 19/10 
*Candiota - 9h - Sindicato dos Mineiros;
*Hulha Negra - 14h - Câmara de Vereadores

Dia 24/10
*Aceguá - 10h - Câmara de Vereadores;
*Bagé (a confirmar horário)

Dia 30/10
*Lavras do Sul - 10h - Sindicato dos Trabalhadores Rurais;
*Caçapava do Sul - 14h - Salão de Atos da Urcamp

Dia 06/11
*Dom Pedrito - 9h - Sindicato dos Trabalhadores Rurais.


Por Viviane Ilha
Jornalista

FONTE: Farrapo e Corede Campanha (mapa)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

EDUCAÇÃO: Os 50 anos do I.E.E. Dr. Bulcão













FOTOS: Casa de Cultura José Néri da Silveira e Blog da Escola 


Em 2012, o Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão completa 50 anos de atividades. A seguir, confira o histórico da instituição, que nos foi gentilmente cedido pela professora e vice-diretora, Patricia Marsnak Brito, e teve a colaboração dos internautas Gilberto Nunes e Savio Tadeu Machado Silveira.

Em 28 de julho de 1962, ocorreu a formação do corpo docente, e a escola apenas realizava o Magistério. Em agosto de 1962, ocorreu a aula inaugural. Naquela época, as aulas ocorriam no local onde funciona atualmente a Escola Estadual Bernardo de Medeiros. Em 1964, foi inaugurada a segunda sede (o prédio atual, na Rua Barão do Rio Branco, esquina Marechal Floriano, foi fundado em meados dos anos 1980). No dia 14/03/1964, ocorreu a primeira reunião no novo prédio. Em 6 de junho do mesmo ano, passou a ser denominado Instituição de Escola Normal Regional Dr. Bulcão. Em 1967, ocorreu a formatura da primeira turma.

Ao longo dos anos, diversos projetos foram criados e desenvolvidos na escola, como o Mais Educação, o Ensino Médio Renovador e o PIBID. Além destes, são são desenvolvidas gincanas artísticas e culturais. O Ensino Médio Politécnico desenvolve diversos projetos. Em 2012, o tema em elaboração é a mineração.

Os alunos da instituição ainda participam de eventos de escala estadual, como o JERGS, FECITEP, a Banda Marcial e outras modalidades de incentivo ao desenvolvimento do educando. Atualmente, a escola conta com 395 alunos, nos Ensinos Fundamental, Médio, Normal e Politécnico, além de 44 professores e 11 funcionários.

Para celebrar os 50 anos, diversas atividades estão sendo realizadas neste mês de outubro. No dia 19 será realizado o jantar de celebração do Jubileu da Escola. No dia 26 haverá o Show de Talentos, com a presença da artista lavrense Estela La-Bella. E no dia 27 acontecerá o Festival Nativista Estudantil Interescolar, com  um show do grupo Metendo Corda.

O Panorama Lavrense parabeniza e deseja muitas felicidades a toda a comunidade escolar do I.E.E. Dr. Bulcão, além de vida longa a esta valiosa e importante instituição da educação lavrense.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

LAVRAS DO SUL NO BRASIL E NO MUNDO: Participação lavrense na FECITEP 2012, em Porto Alegre

Os trabalhos de educação profissional do I.E.E. Dr. Bulcão, de Lavras do Sul, são destaque na FECITEP 2012, na Casa do Gaúcho, Centro de Porto Alegre, que se realiza até o dia 18. Logo na entrada do evento, estandes 4 e 5, encontram-se as alunas Angelina Camera, Suelen Rodrigues (trabalho "Contabilizando o Progresso") e Isabel Machado e Claudiane Garcia (trabalho "Turismo e Natureza andando lado a lado"), além da presença da professora Adriana Freitas Delabary, da professora Nadia La-Bella e do Diretor da Coordenadoria Regional de Educação, professor Enio Roberto Klein. São as potencialidades lavrenses fazendo sucesso no cenário da educação gaúcha.













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Conheça Lavras do Sul!

O município gaúcho de Lavras do Sul está localizado a 324 km a sudoeste de Porto Alegre, entre Caçapava do Sul e Bagé, através de acessos pelas rodovias BR-290, BR-392 e ERS-357. Possui 7 679 habitantes, distribuídos em uma área de 2 600 km² (IBGE, 2010). Emancipado de Caçapava em 9 de maio de 1882, foi o único município gaúcho com origem na mineração do ouro. Possui as denominações carinhosas de "Pepita do Rio Grande" e "Terra do Ouro". Na atualidade, a economia se baseia na pecuária (principalmente bovinos e ovinos), comércio, fruticultura, lãs, indústrias artesanais e turismo. Tem como atrações turísticas principais a Igreja Matriz de Santo Antônio, a Praça Licinio Cardoso e o Camping Municipal (ou Praia do Paredão). O Carnaval lavrense é um dos maiores do Rio Grande do Sul e do Interior Brasileiro. Além do Carnaval, são realizadas as mais diversas festas e eventos ao longo do ano. Tudo consequência da alegria, da tranquilidade, da hospitalidade e da receptividade do povo lavrense.
A Sede está situada na latitude de 30°48’41”S e longitude 53°54’02” O. São dois os Distritos: o primeiro, Sede, com 1.240 km² aproximadamente; e o segundo, o Ibaré, com 1.360 km² aproximadamente.
A altitude média é de 300 metros acima do nível do mar (oficialmente ela está em 277 metros), mas em vários pontos, chega a 400, 450 metros. Nas regiões do extremo oeste do município, alcança apenas 98 m nas curvas do Rio Santa Maria.
Faz divisa com sete municípios: Vila Nova do Sul e Santa Margarida do Sul (norte), São Gabriel (norte e noroeste), Dom Pedrito (oeste, sul e sudoeste), Bagé (sudeste), Caçapava do Sul (leste e nordeste) e São Sepé (nordeste e norte). Até os anos 1980, havia uma pequena divisa com Rosário do Sul, que foi extinta devido a anexações aos municípios de Dom Pedrito e São Gabriel. O perímetro aproximado de divisas de Lavras do Sul é de 380 km. A distância entre os extremos leste-oeste é de cerca de 120 km.
Lavras do Sul está situada a 2.431 km de Brasília, Capital do Brasil, e a 641 km de Montevidéu, Capital do Uruguai. Localiza-se na faixa de fronteira.

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