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VISITE LAVRAS DO SUL EM QUALQUER ÉPOCA DO ANO ///// Localizado na mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e na microrregião da Campanha Meridional, a 320 quilômetros via rodoviária da Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, o município de Lavras do Sul foi fundado em 9 de maio de 1882, emancipando-se de Caçapava do Sul. É o único município gaúcho com origem na mineração e na extração do ouro, mineral outrora abundante na região. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população era de 7.679 habitantes. Seu território se estende por 2.600 km² e, as Coordenadas Geográficas da zona urbana são 30° 48' 41” S, 53° 54' 02” O. Divide-se em dois distritos: Sede (a leste) e Ibaré (a oeste).
Lavras do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil,
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Geografia

Mapa do território lavrense (em amarelo) - Fonte: IBGE

Localizado na Microrregião da Campanha Meridional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Município de Lavras do Sul, emancipado de Caçapava do Sul no dia 09 de maio de 1882 (ou seja, em 2018, completa 136 anos de existência), é o maior do Rio Grande do Sul com pequeno porte e em área (7.899 habitantes em 2015, distribuídos em uma área de 2.601 km²). Está localizado entre Caçapava do Sul (ao norte) e Bagé (ao sul), além de fazer divisa com Dom Pedrito, São Gabriel, Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul e São Sepé, formando cerca de 400 km de perímetro municipal. No município, mais precisamente na divisa com Dom Pedrito, estão as nascentes formadoras do Rio Camaquã. Possui uma grande riqueza hidrográfica, geológica e mineral, com seus acidentes geográficos sendo objetos de estudos de pesquisadores de vários países.

As paisagens, típicas do Pampa Gaúcho, são peculiares, onde encontramos tabuleiros extensos, morros arredondados, coxilhas e, nas regiões mais distantes da sede municipal, banhados e planícies. Há a ocorrência de pequenas serras, como a da Mantiqueira e a do Ibaré, resultantes dos dobramentos antigos e da formação do planalto Sul-Rio-grandense. A vegetação é diversa e variada. Há espécies nativas e de outras regiões espalhadas pelo território lavrense. A fauna é ampla: pelo menos 180 espécies de aves já foram registradas no município, podendo haver bem mais. Além disso, grupos de animais como mamíferos, anfíbios, répteis e insetos apresentam abundância de registros. A hidrografia lavrense tem como símbolo o fato de o Município (região da Meia Lua, divisa com São Gabriel) ser o divisor de águas de três Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul: Guaíba, Atlântico Sul e Santa Maria / Uruguai). O Marco Gaúcho das Águas foi construído em 2004 pelo Governo Estadual para simbolizar a união das águas gaúchas.

O transporte de sedimentos forma diversos bancos de areia e praias fluviais. No Balneário do Paredão, por exemplo, há uma concentração de areia e plantas, já considerada como ilha. A Praia do Salsinho, propriedade particular localizada próxima ao Paredão, apresenta uma grande concentração de minerais (quartzitos e granitos), além de uma extensa e espessa faixa de areia. Tanto a Sede como o Ibaré são banhados por arroios de características idênticas. A mata ciliar cobre as margens dos principais arroios, estando ao lado de grandes depósitos de sedimentos. Os arroios Camaquã Chico (montantes dos afluentes formadores entre Dom Pedrito e Bagé), do Jaques, do Hilário e Camaquã das Lavras juntam-se para dar origem ao rio, na divisa de Lavras com Caçapava e Bagé.

Arroio do Hilário, divisa Lavras do Sul/Caçapava do Sul - Foto: Murilo Góes

O clima de Lavras do Sul apresenta temperatura média de 12°C no inverno e 24°C no verão (a média anual é de 18°C). Cerca de 1.200 a 1.500 mm de chuva são registrados em média todos os anos, segundo o sr. Luiz Fernando Saraiva de Souza, monitor oficial da pluviosidade no município. Podem ocorrer cerca de 15 a 30 geadas durante os meses mais frios. Não há estações meteorológicas oficiais em Lavras do Sul, mas a Rádio Pepita FM informa constantemente os dados de temperatura durante sua programação. O relógio do Banco Sicredi, na Praça das Bandeiras, é outra fonte de informações sobre as temperaturas em tempo real.

Lavras do Sul apresenta um grande potencial turístico. Além dos turistas que possuem familiares na cidade, há uma grande movimentação de pessoas de cidades vizinhas e também de outros locais do Estado e do País, sobretudo nos meses de verão, com o objetivo de acampar no Balneário do Paredão ou de passar o Carnaval e as férias de verão na cidade.

Com relação às altitudes dentro de sua superfície, Lavras do Sul apresenta cotas, na sua metade centro-oriental, com números que variam entre 200 e 460 metros em relação ao nível do mar. A sede do município está situada numa média de 300 metros (277 metros junto às margens do Arroio Camaquã das Lavras, e entre 320 e 380 metros, nos pontos mais elevados, como na Avenida Cacildo Delabary, nos altos da Vila da Olaria e junto ao Sindicato Rural, na saída para São Gabriel. O Distrito do Ibaré tem uma altitude média de 250 metros. Nos setores norte e sul da porção centro-oriental, há um extenso planalto, com diversos cerros e morros. As maiores elevações encontram-se nessa região.

Segundo o geógrafo Jurandyr Ross, em sua obra Natureza e Sociedade nos Espaços Agroambientais do Brasil (2006), os campos do Sul do Brasil desenvolvem-se sobre rochas metamórficas e ígneas, em regiões de baixa declividade. A região de Lavras apresenta diversas coxilhas (o mais importante elemento morfológico da Campanha), além de vegetação densa e associada às Serras de Sudeste ou, até mesmo, a resíduos da vegetação característica dos planaltos da Bacia do Paraná. No leste lavrense, a vegetação é mais densa, com os chamados campos sujos (ou paisagem de campos mistos). Os campos limpos, compostos por gramíneas, gramíneas lenhosas s e grandes extensões de vegetação plana, alternadas com capões de mato (pequenos aglomerados de mata e altas árvores) predominam na porção ocidental, embora podemos encontrar estas morfologias na porção central.

Toponímias e Acidentes Geográficos

* Rios e arroios: Santa Maria; Ivaró; Santo Antônio; Espinilho; Mantiqueira; Ibaré; Cambi; Imbicuí; Jaguary [1]; Maricá; Salsal; Salso; Mata-Olho; do Tabuleiro; Taquarembó; Taquarembozinho; Três Passos; das Canas; Camaquã-Chico (2); Maricá (3); América; dos Macedos; do Jacques; do Hilário; da Nazária; Pelado; de São Domingos; dos Tigres; Grande [4]; Camaquã das Lavras.
* Banhados: dos Correa; do Salso.
* Cerros (morros): Formoso; do Padre; do Tigre; do Posto; Partido; Branco; Pelado; do Diabo; da Mantiqueira; Rico; do Rodeio; do Sacristão; da Telha
* Formações Rochosas: Toca do Eusébio; Toca do Corvo; Rincão do Inferno (6); Quinca Silva. 
* Serras: do Acampamento; do Jaguari; do Ibaré; do Tabuleiro; do Batovi; Acampamento Velho (ou Baberaquá).
* Passos (5): da Areia; da Cria; da Nicota; da Tuna; da Várzea; das Pedras; de Dona Flora; do Barracão; do Boa Ventura; do Camaquã; do Hilário; do Guterres; do Jaguari; do Jaguarizinho; do Lagoão; do Laurentino; do Marmeleiro; do Salso; do Tira-Ceroulas; do Trindade; Ignácio Bibiano; dos Carros; dos Enforcados; dos Moirões; Palha.
* Coxilhas: Seca; do Jacques; do Tabuleiro; de São Sebastião; do Maricá; do Astrogildo; do João Caminha; da Talavera; do Fogo; do Barro Vermelho.
* Lagoas: Formosa; Grande; da Nação; dos Tordilhos; das Três Águas; das Pedras; da Capivara; da Crina; da Meia Lua; da Velha Brita; da Pilheta; Negra; do Jaguari; do Lageado.
* Praias fluviais: do Paredão; do Salsinho (6); da Itaóca (6).
* Ilha: Banco de areia (Praia do Paredão).
* Rincões, fazendas e estâncias (7): Bonito; do Jaguary; da Cria; da Cruzinha; dos Barcelos; Encerrados; dos Índios; dos Mota; dos Rocha; dos Saraiva; dos Soares; Continente; do Cabo Ulisses; do Sobrado; Serro Formoso; Estância Velha; Quero-Quero; São Marcos; São Domingos; das Casuarinas; dos Vieiras; Morada da Sexta Felicidade.
* Sangas: da Caneleira; da Cardoza; da Matilde; do Cemitério; do Engenho (8); do Mata-Fome.
* Zonas e localidades: São Vicente; São Domingos; Petrarcas; Pontas de Camaquã; Pontas de Lageado; Quatro Estradas; Parada do Saibro; Parada João Cândido; Marmeleiro; Boa Vista; Cerrito; Lagoão I e II; Passo dos Carros; Pontas do Salso; Linhares; Ibaré (9); João Câncio; Três Vendas; Três Estradas; Jaguari I e II; Rincão dos Saraivas; Rincão dos Soares; Tabuleiro; Caleira; Campos dos Maya; Mantiqueira; Cancha do Barro Vermelho; Cardosa; Forquilha de Pedra; Invernada dos Sete Pedaços; Curva do Umbu; Estrada do Espinilho; Ladislau Netto (10); Marco Branco; João Câncio; Marco de Ferro; Meia-Lua; Timbaúva; Tunas; Valos; Várzea Grande; Victor Budó; Vila dos Corvos; Vista Alegre; Volta Grande; Serrito de Ouro; Passo da Pedra; Encerrados; Granja Ivo Balzan; Rincão dos Mota; Subida do Acampamento; Três Passos (11); Fundo (12).

Notas e Referências

(1) Atualmente é denominado Pirajacá. Em alguns documentos antigos vamos encontrá-lo com denominação de JAGUARIMIRIM, devendo ser esta a mais condizente. (TEIXEIRA, 1992, vol. 2, p. 72).
(2) Também conhecido como Camaquãzinho (...) (idem).
(3) Este e os arroios seguintes também podem ser denominados pelo prefixo Camaquã.
(4) Denominação vulgar do arroio Camaquã-Chico.
(5) Lugares de altitudes mais baixas do que as dos terrenos que o circundam, por onde se pode atravessar um rio, arroio, valo, cerca etc. (Adaptado de: UOL Busca, acesso em 16/10/2008).
(6) Propriedades particulares.
(7) A maioria das toponímias citadas nesta lista são propriedades particulares. Esta relação de locais tem caráter exclusivamente demonstrativo, face às inúmeras fazendas e propriedades existentes em todo o território de Lavras do Sul.
(8) Também denominada João Moreira.
(9) Também denominado Segundo Distrito.
(10) Segundo o autor Otávio F. Correa, em sua obra Dicionário Geográfico do Rio Grande do Sul, é um local com minas de ouro (adaptado de TEIXEIRA, 1992, vol. 2, p.79).
(11) Nascentes do arroio Camaquãzinho em campos da antiga estância do Brigadeiro Camilo Mércio Pereira.(TEIXEIRA, 1992). Formam uma tríplice divisa: Lavras, Bagé e Dom Pedrito.
(12) Região extrema do Município, divisa com Dom Pedrito. Anteriormente sem comunicação com aquela cidade, constituía-se num fundo esquecido e sem trânsito nas estradas (TEIXEIRA, 1992). É conhecida também como Tatsch (família estabelecida na região, que realiza uma grande produção de arroz).

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