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O Estado do Rio Grande do Sul é a unidade federativa mais meridional (ao sul) do Brasil. Localiza-se na Região Sul e limita-se ao norte com o Estado de Santa Catarina, a leste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Uruguai e a oeste com a Argentina. Sua capital é Porto Alegre. As cidades mais populosas são Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Canoas e Santa Maria. O relevo é constituído por uma extensa baixada (o Pampa), dominada ao norte por um planalto (o Planalto Meridional). Os rios principais são o Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí, Pelotas, Camaquã, Sinos e Caí.

O clima gaúcho é o subtropical úmido, sujeito a períodos esporádicos de estiagem.

A economia do Estado é baseada na pecuária, na agricultura (sobretudo soja, trigo, arroz e milho) e na indústria (de couro e calçados, alimentos, têxtil, madeira, metalúrgica e química).

Em 1627, foram criadas missões próximas ao Rio Uruguai pelos jesuítas espanhóis, que foram expulsos pelos portugueses em 1680, quando houve a invasão do domínio espanhol, fundando a Colônia de Sacramento. Em 1687, foram estabelecidos pelos portugueses os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa tomou posse da Lagoa Mirim. Em 1742, foi fundada a vila de Porto dos Casais (atual Porto Alegre). As lutas pela posse do território entre portugueses e espanhóis tiveram fim em 1801, quando houve a incorporação dos Sete Povos das Missões pelos próprios gaúchos. Em 1807, o RS foi elevado à categoria de Capitania. Em 1824, se deu início a colonização europeia. A sociedade estancieira existiu junto com a pequena propriedade agrícola, ocorrendo assim a diversificação da produção.

Durante o século XIX, o RS foi palco da Guerra dos Farrapos (1835-45). Ocorreram acirradas disputas locais no início do Período Republicano, sendo o Estado pacificado apenas após 1928 (no Governo de Getúlio Vargas).

O RS é detentor do quarto maior PIB do Brasil (R$ 193,500 bilhões) sendo superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais; é o quinto estado mais populoso e tem o quinto melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil. Grande parte da população é formada por descendentes de portugueses, alemães, italianos, negros e indígenas. A economia gaúcha foi baseada na pecuária bovina instalada no Sul do Brasil no século XVII, através das missões jesuíticas, expandindo-se depois para as outras regiões gaúchas pelos setores comercial e industrial.

Divide-se em 7 mesorregiões, 35 microrregiões e 496 municípios, distribuídos em uma área de 281.748,538 km² (o nono maior Estado Brasileiro em área). A população, segundo o Censo 2010 do IBGE, é de 10.693.929, e sua densidade demográfica é de 37,96 hab/km².

A esperança de vida ao nascer é de 75,3 anos (a terceira maior no Brasil). O RS tem a menor taxa de mortalidade infantil no país (13,1/1000 nascidos vivos) e tem 5,0% da população acima de 14 anos analfabeta (a quinta unidade da federação com menor índice de analfabetismo). Seu IDH (em 2005) é elevado, o quinto maior do país, com índice de 0.832.

Possui a sexta maior renda per capita do Brasil, com R$ 17.825,00.

A sigla é RS e o natural ou habitante do Rio Grande do Sul é denominado gaúcho. Também se refere ao Estado a expressão "Sul-Rio-grandense".

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apresentou no último dia 12, em Caçapava do Sul, o relatório da proposta de criação do Geoparque Guaritas-Minas do Camaquã. O estudo realizou o inventário dos geossítios e sítios de geodiversidade do território e foram selecionados 30 pontos entre afloramentos geológicos e paisagens geomorfológicas. No projeto foi utilizado VANT para fazer imagens da área de estudo e fotografias com alta qualidade.

(Foto: Arquivo/Farrapo)

De acordo com o coordenador do estudo, geólogo da CPRM Carlos Augusto Brasil Peixoto, o projeto teve como principal objetivo inventariar, quantificar e qualificar os geossítios e sítios de geodiversidade que representam a história geológica da área selecionada para implantar o geoparque. “Cada geoparque tem sua marca geológica e geomorfológica o das Guaritas-Minas do Camaquã tem suas atrações únicas, por isso que a geodiversidade da Terra é tão singular. A proposta do geoparque é que cada região do mundo, que possua paisagens ricas e importantes, delimite territórios para preservar para as próximas gerações”, explicou.

De todas as belezas da região, o geólogo elegeu dez geossítios mais representativos para constituição do geoparque: Pedra do Segredo, Pedra das Guaritas, Minas do Camaquã, Toca das Carretas, Toca do Sapateiro, Gruta da Varzinha, Rincão do Inferno, Pedra Pintada, Galpão de Pedra e Cerro da Angélica.

O território da proposta do geoparque é reconhecido por sua rica e complexa geologia com exposições de rochas metamórficas, plutônicas vulcânicas e sedimentares do Neoproterozóico (Criogeniano e Ediacariano) ao Cambriano. As variedades dos tipos litológicos, modelados por processos tectônicos e erosivos, refletem-se na formação da paisagem compondo com a vegetação peculiar da região um cenário único. A principal área do proposto geoparque centra-se nas Minas do Camaquã e na beleza natural do seu entorno. As Minas do Camaquã, atualmente paralisadas (1870-1996), é importante sítio geológico-metalogenético, marco na história da mineração do cobre no Brasil. O seu entorno inclui geoformas esculpidas em psamitos, psefitos e secundariamente pelitos cambrianos de grande beleza cênica, referidas como Guaritas do Camaquã.

Após a apresentação do relatório, o próximo passo é construir um plano para implantação do parque. “O projeto que está sendo entregue para a sociedade local colabora para fomentar o desenvolvimento sustentável baseado na preservação do patrimônio geológico e do meio ambiente além de valorizar a cultura local”, destacou.

A proposta de Geoparque Guaritas-Minas do Camaquã faz parte do Projeto Geoparques Brasil da CPRM. Iniciado em 2013, foi desenvolvido com reuniões locais, trabalho de campo e inventariação dos dados com uso do aplicativo desenvolvido pela CRPM o Geossit. Hoje o Brasil só possui o geoparque de Araripe (CE), como integrante da Rede Global de Geoparques da Unesco.

O que é um geoparque?

Geoparque é uma marca atribuída pela Rede Global de Geoparques da UNESCO a uma área onde sítios do patrimônio geológico representam parte de um conceito de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Deve ter um conjunto de afloramentos e paisagens que mostram a história geológica da região. Estes pontos e locais devem ter valor científico de nível internacional, atraindo interessados em observar paisagens como cerros, grutas, cavernas, cachoeiras e morros e aprender mais sobre as geociências;

Em suma, um geoparque, no conceito da Unesco, deve:

• Preservar o patrimônio geológico para futuras gerações (geoconservação).

• Educar e ensinar o grande público sobre temas geológicos e ambientais e prover meios de pesquisa para as geociências.

• Assegurar o desenvolvimento sustentável através do geoturismo, reforçando a identificação da população com sua região, promovendo o respeito ao meio ambiente e estimulando a atividade socioeconômica com a criação de empreendimentos locais, pequenos negócios, indústrias de hospedagem e novos empregos.

• Gerar novas fontes de renda para a população local e a atrair capital privado.

Os 10 geossítios mais destacados da região:

• Pedra do Segredo
• Pedra das Guaritas
• Minas do Camaquã
• Toca das Carretas
• Toca do Sapateiro
• Gruta da Varzinha
• Rincão do Inferno
• Pedra Pintada
• Galpão de Pedra
• Cerro da Angélica

FONTE DAS INFORMAÇÕES:  Assessoria de Comunicação - Serviço Geológico do Brasil / Via Portal Farrapo.