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Segundo o livro "Olhares da Minha Terra", de Gujo Teixeira, a Lenda da Cigana se desenha da seguinte forma:

Túmulo de Cigana, construído no Cemitério Municipal, a pedido dos chefes dos ciganos que estavam de passagem e acampados em Lavras, lá pelos idos de 1920. Abriga os restos mortais de uma menina cigana, que diziam ser muito bonita, graciosa, de olhos claros, muito cobiçada pelos homens solteiros da cidade. Conta a lenda que logo após o seu casamento ela foi morta, notícia que consternou os moradores do pequeno vilarejo. Soube-se que mais tarde, versando pelos códigos de honra dos ciganos, que ao noivo é permitido matar a sua esposa, caso ela não seja mais virgem. Os anos passaram e este sentimento enraizado na alma dos humildes segue numa consequente devoção. A simples cigana foi canonizada pelo povo; as mulheres oram e pedem fertilidade e que seus maridos deixem da bebida, e os homens pedem "macheza", depositando sobre o túmulo da cigana bebidas, flores, perfumes, fitas coloridas e toda sorte de oferendas, agradecedo as preces atendidas.