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O Estado do Rio Grande do Sul é a unidade federativa mais meridional (ao sul) do Brasil. Localiza-se na Região Sul e limita-se ao norte com o Estado de Santa Catarina, a leste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Uruguai e a oeste com a Argentina. Sua capital é Porto Alegre. As cidades mais populosas são Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Canoas e Santa Maria. O relevo é constituído por uma extensa baixada (o Pampa), dominada ao norte por um planalto (o Planalto Meridional). Os rios principais são o Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí, Pelotas, Camaquã, Sinos e Caí.

O clima gaúcho é o subtropical úmido, sujeito a períodos esporádicos de estiagem.

A economia do Estado é baseada na pecuária, na agricultura (sobretudo soja, trigo, arroz e milho) e na indústria (de couro e calçados, alimentos, têxtil, madeira, metalúrgica e química).

Em 1627, foram criadas missões próximas ao Rio Uruguai pelos jesuítas espanhóis, que foram expulsos pelos portugueses em 1680, quando houve a invasão do domínio espanhol, fundando a Colônia de Sacramento. Em 1687, foram estabelecidos pelos portugueses os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa tomou posse da Lagoa Mirim. Em 1742, foi fundada a vila de Porto dos Casais (atual Porto Alegre). As lutas pela posse do território entre portugueses e espanhóis tiveram fim em 1801, quando houve a incorporação dos Sete Povos das Missões pelos próprios gaúchos. Em 1807, o RS foi elevado à categoria de Capitania. Em 1824, se deu início a colonização europeia. A sociedade estancieira existiu junto com a pequena propriedade agrícola, ocorrendo assim a diversificação da produção.

Durante o século XIX, o RS foi palco da Guerra dos Farrapos (1835-45). Ocorreram acirradas disputas locais no início do Período Republicano, sendo o Estado pacificado apenas após 1928 (no Governo de Getúlio Vargas).

O RS é detentor do quarto maior PIB do Brasil (R$ 193,500 bilhões) sendo superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais; é o quinto estado mais populoso e tem o quinto melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil. Grande parte da população é formada por descendentes de portugueses, alemães, italianos, negros e indígenas. A economia gaúcha foi baseada na pecuária bovina instalada no Sul do Brasil no século XVII, através das missões jesuíticas, expandindo-se depois para as outras regiões gaúchas pelos setores comercial e industrial.

Divide-se em 7 mesorregiões, 35 microrregiões e 496 municípios, distribuídos em uma área de 281.748,538 km² (o nono maior Estado Brasileiro em área). A população, segundo o Censo 2010 do IBGE, é de 10.693.929, e sua densidade demográfica é de 37,96 hab/km².

A esperança de vida ao nascer é de 75,3 anos (a terceira maior no Brasil). O RS tem a menor taxa de mortalidade infantil no país (13,1/1000 nascidos vivos) e tem 5,0% da população acima de 14 anos analfabeta (a quinta unidade da federação com menor índice de analfabetismo). Seu IDH (em 2005) é elevado, o quinto maior do país, com índice de 0.832.

Possui a sexta maior renda per capita do Brasil, com R$ 17.825,00.

A sigla é RS e o natural ou habitante do Rio Grande do Sul é denominado gaúcho. Também se refere ao Estado a expressão "Sul-Rio-grandense".

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apresentou no último dia 12, em Caçapava do Sul, o relatório da proposta de criação do Geoparque Guaritas-Minas do Camaquã. O estudo realizou o inventário dos geossítios e sítios de geodiversidade do território e foram selecionados 30 pontos entre afloramentos geológicos e paisagens geomorfológicas. No projeto foi utilizado VANT para fazer imagens da área de estudo e fotografias com alta qualidade.

(Foto: Arquivo/Farrapo)

De acordo com o coordenador do estudo, geólogo da CPRM Carlos Augusto Brasil Peixoto, o projeto teve como principal objetivo inventariar, quantificar e qualificar os geossítios e sítios de geodiversidade que representam a história geológica da área selecionada para implantar o geoparque. “Cada geoparque tem sua marca geológica e geomorfológica o das Guaritas-Minas do Camaquã tem suas atrações únicas, por isso que a geodiversidade da Terra é tão singular. A proposta do geoparque é que cada região do mundo, que possua paisagens ricas e importantes, delimite territórios para preservar para as próximas gerações”, explicou.

De todas as belezas da região, o geólogo elegeu dez geossítios mais representativos para constituição do geoparque: Pedra do Segredo, Pedra das Guaritas, Minas do Camaquã, Toca das Carretas, Toca do Sapateiro, Gruta da Varzinha, Rincão do Inferno, Pedra Pintada, Galpão de Pedra e Cerro da Angélica.

O território da proposta do geoparque é reconhecido por sua rica e complexa geologia com exposições de rochas metamórficas, plutônicas vulcânicas e sedimentares do Neoproterozóico (Criogeniano e Ediacariano) ao Cambriano. As variedades dos tipos litológicos, modelados por processos tectônicos e erosivos, refletem-se na formação da paisagem compondo com a vegetação peculiar da região um cenário único. A principal área do proposto geoparque centra-se nas Minas do Camaquã e na beleza natural do seu entorno. As Minas do Camaquã, atualmente paralisadas (1870-1996), é importante sítio geológico-metalogenético, marco na história da mineração do cobre no Brasil. O seu entorno inclui geoformas esculpidas em psamitos, psefitos e secundariamente pelitos cambrianos de grande beleza cênica, referidas como Guaritas do Camaquã.

Após a apresentação do relatório, o próximo passo é construir um plano para implantação do parque. “O projeto que está sendo entregue para a sociedade local colabora para fomentar o desenvolvimento sustentável baseado na preservação do patrimônio geológico e do meio ambiente além de valorizar a cultura local”, destacou.

A proposta de Geoparque Guaritas-Minas do Camaquã faz parte do Projeto Geoparques Brasil da CPRM. Iniciado em 2013, foi desenvolvido com reuniões locais, trabalho de campo e inventariação dos dados com uso do aplicativo desenvolvido pela CRPM o Geossit. Hoje o Brasil só possui o geoparque de Araripe (CE), como integrante da Rede Global de Geoparques da Unesco.

O que é um geoparque?

Geoparque é uma marca atribuída pela Rede Global de Geoparques da UNESCO a uma área onde sítios do patrimônio geológico representam parte de um conceito de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Deve ter um conjunto de afloramentos e paisagens que mostram a história geológica da região. Estes pontos e locais devem ter valor científico de nível internacional, atraindo interessados em observar paisagens como cerros, grutas, cavernas, cachoeiras e morros e aprender mais sobre as geociências;

Em suma, um geoparque, no conceito da Unesco, deve:

• Preservar o patrimônio geológico para futuras gerações (geoconservação).

• Educar e ensinar o grande público sobre temas geológicos e ambientais e prover meios de pesquisa para as geociências.

• Assegurar o desenvolvimento sustentável através do geoturismo, reforçando a identificação da população com sua região, promovendo o respeito ao meio ambiente e estimulando a atividade socioeconômica com a criação de empreendimentos locais, pequenos negócios, indústrias de hospedagem e novos empregos.

• Gerar novas fontes de renda para a população local e a atrair capital privado.

Os 10 geossítios mais destacados da região:

• Pedra do Segredo
• Pedra das Guaritas
• Minas do Camaquã
• Toca das Carretas
• Toca do Sapateiro
• Gruta da Varzinha
• Rincão do Inferno
• Pedra Pintada
• Galpão de Pedra
• Cerro da Angélica

FONTE DAS INFORMAÇÕES:  Assessoria de Comunicação - Serviço Geológico do Brasil / Via Portal Farrapo.

 

Lavras do Sul é um centro local, com influência de Santa Maria, Caçapava do Sul e Bagé. A população residente em Lavras do Sul se divide em 50,84% de mulheres e 49,16% de homens. Na zona urbana vivem 61,96% (4.758 habitantes), e na zona rural, 38,04% (2.921 habitantes, número bastante reduzido em relação a 1991, onde residiam 4.018 habitantes na área rural).

Quase 12% da população lavrense tem 65 anos ou mais; 22,33% tem menos de 15 anos e 65,97% tem entre 15 e 64 anos.

A esperança de vida ao nascer dos habitantes lavrenses é de 77,1 anos. A taxa de fecundidade média é, em 2010, de 2,1 filhos por mulher (em 1991, era de 2,9).

Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, no que diz respeito à educação: No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 19,46% e no período de 1991 e 2000, 49,53%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 24,93% entre 2000 e 2010 e 44,93% entre 1991 e 2000.

A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu -12,66% no período de 2000 a 2010 e 142,32% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 12,13% entre 2000 e 2010 e 153,04% entre 1991 e 2000.

Uma nova contagem da população, que foi realizada pelo IBGE em 2014 e divulgada no dia 28 de agosto do mesmo ano, mostra que Lavras do Sul tem 7.874 habitantes, sendo o 189º município mais populoso do Estado do RS, de um total de 497.

Os principais grupos étnicos formadores da população lavrense são: franceses, belgas, bascos, portugueses, ingleses, espanhóis, latino-americanos e negros. A população de Lavras representa cerca de 0,08% da população total do Rio Grande do Sul. (PNUD, 2001).

Primeiros resultados do Censo 2010 (IBGE, 29/11/2010)

* Total da população: 7.669 pessoas
* Total de homens: 3.770 pessoas
* Total de mulheres: 3.899 pessoas
* Total da população urbana: 4.748 pessoas
* Total da população rural: 2921 pessoas
* Total de domicílios particulares: 3.563
* Total de domicílios particulares ocupados: 2.600
* Total de domicílios particulares não-ocupados fechados: 41
* Total de domicílios particulares não-ocupados de uso ocasional: 641
* Total de domicílios particulares não-ocupados vagos: 281
* Total de domicílios coletivos: 7
* Total de domicílios coletivos com morador: 6
* Total de domicílios coletivos sem morador: 1O território de Lavras do Sul tem, segundo o IBGE, 2.601,58 km². Como sua população, segundo o Censo de 2010, era de 7.679 habitantes, a densidade demográfica fica sendo de 2,95 habitantes por quilômetro quadrado.

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

Seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é médio (faixa considerada entre 0,600 e 0,699). Em 1991, o IDMH era de 0,504; em 2000, era de 0,629; em 2010, chegou a 0,699. Estes números significam um desenvolvimento humano médio no município e que tem a possibilidade de chegar a índices mais altos no futuro, mediante ações e planejamento da sociedade. Entre 1991 e 2010, ocorreram muitas modificações no desenvolvimento humano de Lavras do Sul, como uma taxa de crescimento de 38,69% no índice e redução de 60,69% na necessidade de busca de desenvolvimento humano. A Educação, com 0,276 pontos, foi o índice que mais cresceu no período. Lavras do Sul ocupa a 1.934ª posição de entre 5.565 municípios brasileiros de acordo com o IDHM. Apenas para efeitos de comparação, São Caetano do Sul (SP) é o município brasileiro com melhor IDHM (0,862) e Melgaço (PA), o município com o IDH mais baixo (0,418).

Componentes de desenvolvimento Humano

Porcentagem de pessoas de 18 anos ou mais com fundamental completo (%)

  • 1991 - 25,08
  • 2000 - 37,18
  • 2010 - 47,43

Porcentagem de pessoas de 5 a 6 anos na escola (%)

  • 1991 - 50,84
  • 2000 - 76,02
  • 2010 - 90,81

Porcentagem de pessoas de 15 a 17 anos com fundamental completo

  • 1991 - 22,92
  • 2000 - 55,54
  • 2010 - 48,51

Porcentagem de pessoas de 18 a 20 anos com ensino médio completo

  • 1991 - 9,71
  • 2000 - 24,57
  • 2010 - 27,55

Esperança de vida ao nascer (em anos)

  • 1991 - 65,13
  • 2000 - 71,13
  • 2010 - 77,05

Renda per capita (em R$)

  • 1991 - 415,11
  • 2000 - 476,08
  • 2010 - 559,67

Estatísticas do Registro Civil - IBGE

2013
Casamentos - 18
Divórcios - 4
Nascidos vivos - registrados - lugar do registro - 49 pessoas
Nascidos vivos - registrados - por lugar de residência da mãe - 71 pessoas
Nascidos vivos - ocorridos no ano - por lugar de residência da mãe - 68 pessoas
Nascidos vivos em hospital - ocorridos no ano - por lugar de residência da mãe - 67 pessoas
Óbitos - ocorridos no ano - lugar de residência do falecido - 75 pessoas
Óbitos - ocorridos no ano - lugar do registro - 52 - pessoas
Óbitos - ocorridos no ano - menores de 1 ano - lugar de residência do falecido uma pessoa
Óbitos em hospital - ocorridos no ano - lugar do registro - 32

2014 = 32 casamentos e 10 divórcios
2015 = 29 casamentos e 12 divórcios

Colonização

A imigração açoriana teve uma difusão espacial em duas unidades morfoestruturais básicas do Rio Grande do Sul: planície costeira e escudo rio-grandense. (VIEIRA e RANGEL, 1993).

Por situar-se em uma das pontas do trapézio do Planalto Uruguaio-Sul-riograndense, Lavras originalmente teve influência açoriana. No entanto, devido à proximidade com Argentina e Uruguai, há uma grande influência do espanhol e do elemento de origem latina da região do Prata (um dos fatores determinantes para o surgimento de uma articulação própria de linguagem ou, simplesmente, um sotaque típico).

Elementos de outras etnias e nacionalidades como, por exemplo, belgas, ingleses, canadenses, negros e portugueses continentais, além dos bandeirantes paulistas, foram os responsáveis pela formação populacional e urbana de Lavras, a partir do início do século XIX. Todos esses povos foram atraídos pela presença do ouro em terras lavrenses.

Regiões de Influência Urbana

Lavras do Sul, embora não seja uma cidade considerada centro regional – e, em termos geográficos e oficiais, tampouco um centro local –, exerce sim uma considerável influência de fluxo e movimentação de pessoas na Região da Campanha. Nos meses de verão, bageenses e caçapavanos buscam a Praia do Paredão para passarem suas férias. Pessoas com 35, 40 anos ou mais, de diversas localidades gaúchas, já conheceram de perto ou pelo menos já ouviram falar em Lavras, devido ao fato de o município estar na antiga rota de passagem e circulação para a Fronteira Oeste do Estado. Entretanto, com a construção da BR-153, na década de 1970, o Município não foi contemplado no projeto da rota e da obra.

O Município de Lavras do Sul está influenciado, no tocante à demanda de produtos e serviços e à influência regional, às áreas de Bagé, Caçapava, Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre. Originalmente e tradicionalmente, Bagé influencia Lavras, além de Dom Pedrito, Hulha Negra, e Candiota. Hoje, Caçapava também assume o papel de centro local, o qual muitos lavrenses o usufruem, sobretudo para a procura de produtos e serviços oferecidos por essa cidade.

Etnias

Lavras apresenta uma grande diversidade étnica, e muita harmonia e respeito entre todas as raças, cores e idades.

A etnia predominante no município é a branca (de origem européia ou latina), que representa mais de 4/5 (quatro quintos) da população. Porém, existe uma minoria bastante significativa de negros e pardos.

Quilombola Corredor dos Munhós Povoado localizado na região da Mantiqueira, próximo à divisa com Bagé, formado por sete casas e nove famílias descendentes de quilombos e que preservam suas tradições e costumes. Em 2009, recebeu energia elétrica. Mais informações no blog.

Zona Urbana

A cidade originou-se de forma linear. No início, apresentava ruas somente na parte mais alta da cidade. No entanto, a partir da década de 1980, ocorreu uma grande expansão urbana, resultado do fenômeno do êxodo rural. Esse fato motivou o surgimento de novos bairros e vilas.

Ao todo são nove os bairros da zona urbana: Centro, Cerrito, Cohab, Dr. Bulcão, Madezati, Olaria, Poty, Promorar e Samuel Souza.

A implantação do Balneário do Paredão foi outro fato importante para essa expansão, pois formou um núcleo populacional do lado oposto ao do arroio, dando origem a centenas de casas (Bairro Madezati, conhecido localmente também como "Uruguai").

O curioso é que, apesar de o número de habitantes sofrer uma gradual redução ao longo dos últimos 50 anos (nos anos 1950, a cidade já chegou a ter 13 000 habitantes), Lavras do Sul apresenta uma área urbana com uma extensão bastante considerável, de aproximadamente 15 km².

Na zona urbana do Município prevalece o relevo de ondulações, com vias públicas íngremes, típico da Serra do Sudeste. Há uma área urbana de altitude mais baixa, junto às margens do Camaquã das Lavras, que se estende da Represa do Paredão, passando junto ao Ginásio Municipal e acompanhando o percuso da Av. Cel. Galvão, até o Cemitério Municipal.

Principais ruas: Dr. Pires Porto, Dr. João Bulcão, Adão Teixeira da Silveira, Coronel Meza, Avenida Coronel Galvão, Avenida 9 de Maio, Rua Santo Antônio, Rua Ulíbio José Teixeira, Rua Maria Barcellos, Rua Julio de Castilhos, Rua Borges de Medeiros, Av. José Cacildo Delabary, Rua Ten. Cel. Edison Goggia e Av. Glênio Peres.

A esquina central de Lavras do Sul, entre as ruas Dr. Pires Porto (antigas Rua Grande e Rua XV de Novembro) e Rua Coronel Meza (antiga rua Redenção) apresenta dois tipos de piso: o trecho de pedra, implantando em 1965 durante a gestão do então prefeito Dante La-Rocca, e o revestimento de asfalto de cerca de 50 metros de extensão, construído no final dos anos 1990 durante a gestão de Ítalo Bayard visando o Carnaval de Lavras do Sul. Há diferenças no estilo de pedras das ruas (na Pires Porto, pedras cortadas; na Cel. Meza, pedras irregulares).

Extensão aproximada das prinicipais ruas da Sede Municipal (Fonte: Diretório de Ruas).

  • Av. Cel. Galvão = 970 metros
  • Av. José Cacildo Delabary = 2 km
  • Av. Nove de Maio = 1.456 metros e duas faixas de rodagem
  • R. Adão Teixeira da Silveira = 1.093 metros
  • R. Barão do Rio Branco = 1.226 metros
  • R. Borges de Medeiros = 826 metros
  • R. Cel. Meza = 931 metros
  • R. Dr. Pires Porto = 922 metros
  • R. Fernando Jacobsen = 252 metros
  • R. Francisco José Teixeira = 616 metros
  • R. Galvão Brito D'Armas = 425 metros
  • R. Glênio Peres = 200 metros
  • R. Hipólito de Souza = 220 metros
  • R. João Luchsinger Bulcão = 1.233 metros
  • R. João Moreira = 658 metros
  • R. Julio de Castilhos = 1.009 metros
  • R. Luiza Bulcão (Cohab) = 73 metros
  • R. Manuel de Macedo Neto = 315 metros
  • R. Marechal Floriano = 665 metros
  • R. Maria Barcelos = 470 metros
  • R. Maurício José Teixeira = 307 metros
  • R. Osvaldo Aranha = 542 metros
  • R. Samuel Sousa = 316 metros
  • R. Santo Antônio = 440 metros
  • R. Severino Silveira (Cohab) = 264 metros
  • R. Tenente Cel. Edison Goggia = 600 metros
  • R. Tiradentes = 606 metros
  • R. Ulíbio José Teixeira = 1.178 metros
  • R. Vasco José de Souza = 262 metros
  • R. Vicente Agosta = 566 metros

Dados Censitários

Vamos, a seguir, conferir alguns dados censitários do Município de Lavras do Sul, sua população ao longo da história e dados mais recentes. As fontes são o IBGE, a FEE/RS e o livro Lavras do Sul – na Bateia do Tempo, de Edilberto Teixeira.A primeira citação da região de Lavras do Sul ocorreu em 1824, como um dos principais povoados da Vila de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira.As categorias as quais Lavras do Sul passou em sua formação administrativa foram as seguintes:

* 1829 = Capela
* 1834 = Povoado de Caçapava
* 1847 = Freguesia
* 1882 = Vila
* 1938 = Cidade
* 1944 = Denominação oficial Lavras do Sul via IBGEE

Em 1938, o então Prefeito Dr. João de Araújo Aragão Bulcão determinou os limites urbanos do 1° e do 2° Distrito. Os limites urbanos tem 116 hectares (0,16 km²). Os arredores de dois quilômetros de extensão em torno do limite urbano formam o limite suburbano. O Ibaré tem 56 ha de limite urbano.Em 1992, eram 914 km de ruas e vias municipais no Município, além de nove bairros na zona urbana e diversas localidades ao longo da zona rural.Sabendo que a colonização começou por volta de 1825 no Município, as contagens de população lavrense iniciaram por volta de 1840. Vamos a seguir à lista das principais informações ao longo da história do município, de acordo com os mais diversos órgãos de contagem da população e estatística, e a partir do livro de Edilberto Teixeira.

* 1840 = 50 eleitores de Lavras do Sul votaram para a Assembleia Constituinte do Estado.
* 1846 = Era Quarto Distrito de Caçapava e tinha 2.705 habitantes, na época mais populosa do que São Sepé (963 hab.) e São Gabriel (2.077);
* 1847 = Freguesia – 2.689 hab. (1.386 homens e 1303 mulheres)
* 1858 = 2.804 habitantes (1.887 livres, 59 libertos e 858 escravos)
* 1872 = 483 casas e 3.997 hab.
* 1882 = Emancipação
* 1886 = 85 eleitores para a formação da Câmara Municipal; 1.887 brancos e 917 negros.
* 1890 = 6.960 habitantes (3.569 homens e 3.391 mulheres)
* 1900 = 7.640 habitantes (3.775 mulheres e 3.829 homens); densidade demográfica: 2,80 hab/km²
* 1911 = 6.866 habitantes (1.359 na zona urbana)
* 1914 = 1.500 habitantes na zona urbana
* 1918 = 8.077 habitantes (4.823 hab. no 1° Distrito e 3.254 no 2° Distrito)
* 1920 = 9.440 habitantes (2.000 na zona urbana e 7.400 na zona rural); 2.587 alfabetizados e 6.813 analfabetos
* 1923 = 13.410 habitantes (3.150 na zona urbana e 10.260 na zona rural)
* 1938 = Cidade
* 1940 = 12.482 habitantes (1.184 homens e 1.323 mulheres na zona urbana; 279 homens e 322 mulheres na zona suburbana; e 4.731 homens e 4.643 mulheres na zona rural); 8.836 solteiros, 2.317 casados, 515 viúvos, 13 separados; 4.550 alfabetizados, 5.944 analfabetos; 206 com 70 anos ou mais; 30 profissionais liberais, 2.057 na agropecuária, 686 na indústria, 183 no comércio, 155 nos transportes e comunicação, 107 na administração pública, 25 na defesa nacional e segurança pública
* 1950 = 12.135 hab. (2.429 na zona urbana, 45 na zona suburbana e 9.252 na zona rural); 4.429 alfabetizados e 5.747 analfabetos
* 1952 = 12.740 hab. (zona rural com 9.880 hab.)
* 1953 = 13.200 hab. (zona urbana com 3.020 hab.)
* 1958 = 13.500 hab.
* 1962 = A área foi recalculada para 2.680 km², de acordo com o Instituto Gaúcho de Reforma Agrária. A densidade demográfica nesse ano era de 4,76 hab/km².
* 1970 = 11.494 hab (Censo IBGE)
* 1980 = A população lavrense já sofria uma grande queda no número de habitantes, através de fatores como o êxodo rural, a decadência da mineração e a oferta de empregos em outros centros. População nesse ano de 9.225 habitantes, com 4.283 eleitores / Censo IBGE
* 1991 = 8.819 hab (Expectativa de vida: 65,1 anos) / Censo IBGE
* 2000 = 8.109 habitantes (Expectativa de vida de 70,6 anos); 4.828 hab. na zona urbana e 3.281 na zona rural.
* 2001 = 8.144 hab. (Estimativa IBGE)
* 2004 = 8.088 hab. (Estimativa IBGE)
* 2005 = 8.073 hab. (Estimativa IBGE)
* 2009 = 7.926 hab. (Estimativa IBGE)
* 2010 = 7.679 habitantes (Expectativa de vida de 77,1 anos); 4.758 hab. na zona urbana e 2.921 na zona rural / Censo IBGE
* 2011 = 7.744 hab. (Estimativa IBGE)
* 2014 = 7.432 hab. (Estimativa IBGE)
* 2015 = 7.833 hab. (Estimativa IBGE)

FONTE DAS IMAGENS: Reprodução / IBGE