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VISITE LAVRAS DO SUL EM QUALQUER ÉPOCA DO ANO ///// Localizado na mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e na microrregião da Campanha Meridional, a 320 quilômetros via rodoviária da Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, o município de Lavras do Sul foi fundado em 9 de maio de 1882, emancipando-se de Caçapava do Sul. É o único município gaúcho com origem na mineração e na extração do ouro, mineral outrora abundante na região. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a população era de 7.679 habitantes. Seu território se estende por 2.600 km² e, as Coordenadas Geográficas da zona urbana são 30° 48' 41” S, 53° 54' 02” O. Divide-se em dois distritos: Sede (a leste) e Ibaré (a oeste).
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sobre Lavras do Sul

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

ASPECTOS: Geomorfologia, solos e ambiente de Lavras do Sul

Geomorfologia

Segundo João Francisco Trein Leite, em seu livro Lavras do Sul, O Relevo de Tua História, publicado em 2005, "o solo de Lavras é provido em abundância, composto de formação granítica e elementos ásperos, que lhe dão aspecto de rocha dura, multicolor, evidenciando o branco semelhante ao mármore."

Há no Município a ocorrência de uma grande variedade de rochas, tanto ígneas (ou magmáticas; de origem vulcânica ou do interior da terra), quanto sedimentares (de origem de processos de decomposição de outras rochas) ou metamórficas (de origem em processos de transformação de rochas), dando-lhe a condição de uma região rica em recursos minerais. Podem ser encontradas rochas, como granitos gigantes, mármores, quartzos, basaltos, arenitos, entre outras.

A região de Lavras está situada numa das fronteiras do Escudo Sul-Rio-Grandense, na porção sudeste do RS, cujas rochas são de origem pré-cambriana, ou seja, do início da formação geológica da Terra. Muitos pesquisadores e geólogos brasileiros e estrangeiros vêm a Lavras para conferir de perto as riquezas minerais, além de realizar estudos, trabalhos de campo e análise da geologia de Lavras, que se diferencia da do resto do Estado por sua diversidade e riqueza mineral.

Embora se afirme que o ouro de Lavras se esgotou, alguns estudos e pesquisas constataram que no interior do município e abaixo do solo existem jazidas com potencial para exploração.

Lavras do Sul e Caçapava do Sul são as cidades mais importantes da Bacia do Neoproterozóico, que compreende várias localidades do centro-sul do Estado. Nesta área, há a ocorrência de depósitos de minerais oriundos de formações vulcânicas e sedimentares da formação inicial da Terra, como cobre, ouro, zinco, prata e chumbo, sendo uma das regiões de maior concentração de minerais do Estado. Embora grandes quantidades de minérios já tenham sido extraídas ou esgotadas das minas dessa região, há, no subsolo, indícios, muitas vezes concretos, de novas jazidas minerais nos municípios e povoados integrantes dessa área.

A respeito das formações rochosas encontradas, não só em Lavras do Sul, como também no entorno do Município, podemos citar os exemplos do Granito Jaguari (formado há 507 milhões de anos de atrás) e o núcleo do Complexo Granítico de Lavras do Sul (de origem de 640 milhões de anos).

A importância geológica do município é muito grande, fazendo com que museus de mineralogia de outros estados apresentem exemplares de rochas coletadas na Lavras gaúcha, como em Ouro Preto, Minas Gerais. Além disso, os recursos minerais lavrenses atraem pesquisadores de diversos países, entre os quais Canadá, Reino Unido e Finlândia, para a realização de trabalhos acadêmicos, descobertas e pesquisas sobre a formação, desenvolvimento e características das rochas da região.

Solos

Os solos de Lavras do Sul são diferenciados e diversificados em relação a outras regiões gaúchas. Embora apresentem menos condições para uma agricultura mais ampla, os solos lavrenses possibilitam uma pecuária de alta qualidade, com campos nativos e preservados (mais de 80% da área territorial).

Há cinco diversificações dos solos para usos agropecuários em Lavras do Sul, segundo análises do Atlas Temático da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã (1998); são elas:

de bons a regulares para a produção agrícola;
bons para a silvicultura em algumas áreas;
sem aptidão para lavouras em regiões rochosas e de pequenas serras;
propícios para a pecuária e gado de corte;
propícios para lavouras de arroz nas planícies ocidentais (divisas com São Gabriel e Dom Pedrito).

Os tipos de solo especiais encontrados em Lavras do Sul são:

O Planossolo (apropriado para a cultura do arroz, no oeste do município);
O Podzoico (encontrado em regiões frias e úmidas, fértil e utilizado em pastagens; é típico de países como Rússia e Canadá; em Lavras do Sul, ocorre na região do Ibaré);
O Litossolo (encontrado na porção leste de Lavras do Sul, é raso, rochoso e encontrado junto à rocha).

Ambiente

Com elementos rochosos (como a propriedade particular do Rincão do Inferno, divisa com Bagé) e naturais (Praia do Paredão – Camping Municipal Zeferino Teixeira), Lavras do Sul apresenta belas paisagens, que agregam à geodiversidade do Pampa Gaúcho.

Mesmo que haja alguns problemas ambientais moderados, ainda é possível contemplar a natureza em Lavras do Sul.

Estima-se que mais de 800 espécies de animais, entre domésticos e selvagens, podem ser encontrados no território lavrense.

Na porção leste, a vegetação é mais densa, com os chamados “campos sujos” e há a ocorrência de espécies de biomas, não só do Pampa, mas de outras regiões (como o cactus e o resíduos da vegetação dos planaltos da Bacia do Paraná); já nas porções central e oeste, o relevo é plano, composto por gramíneas, vegetação plana e coxilhas.

Nos morros e cerros lavrenses, há cobertura de espécies endêmicas (existentes apenas no município); a geologia riquíssima e a localização na Serra do Sudeste promovem a presença de diversos tipos de vegetação.





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