Sejam bem-vindos ao site independente em homenagem a Lavras do Sul, a eterna "Terra do Ouro"! Visite nosso Município em qualquer época do ano. ///// Lavras do Sul é um município brasileiro localizado no Rio Grande do Sul e pertencente à mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e à microrregião da Campanha Meridional. Conta com as águas da Bacia do Rio Camaquã e do Rio Santa Maria. Faz divisa territorial com os municípios de Caçapava do Sul (L, NE), Bagé (SE), Dom Pedrito (O, S, SO), São Gabriel (N, NO) e Vila Nova do Sul, Santa Margarida do Sul e São Sepé (N). Localiza-se no Escudo Sul-Rio-grandense, apresentando um solo rochoso, de origem pré-cambriana, e rochas sedimentares. Apresenta terras que alcançam os 450 metros acima do nível do oceano. Apresenta vegetação variada ao longo de seu território, desde campos mistos com arbustos, até campos limpos e planícies onde se praticam a cultura do arroz, já na porção oeste do município, na divisa com Dom Pedrito. Lavras do Sul possui 7.679 habitantes, segundo estimativas do IBGE, em 2010 e está distante 320 km da Capital gaúcha, Porto Alegre. As principais atividades econômicas do município são a mineração (que está praticamente desativada, embora hajam jazidas de calcário e fosfato em pesquisa), a agropecuárjavascript:void(0)ia, a agroindústria, o artesanato, o comércio e o turismo. Possui um dos mais tradicionais carnavais do interior gaúcho, além de realizar diversos eventos o ano todo.

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Lavras do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

GEOGRAFIA: Peculiaridades de Lavras do Sul


Distante dos grandes centros urbanos, industriais e tecnológicos do Rio Grande do Sul, o Município de Lavras do Sul se caracteriza pela agricultura e criação de gado. Parte integrante do território Alto Camaquã e do Pampa Gaúcho, possui potencialidades em diversas áreas da sociedade, mesmo sendo um município de pequeno porte. Por ser um município com mais de 130 anos de história, é conhecido por grande parte dos gaúchos.

Segundo o IBGE, Lavras do Sul localiza-se na mesorregião do Sudoeste Rio-grandense e na Microrregião da Campanha Meridional, a 320 km de Porto Alegre. Situa-se no mesmo fuso horário de Brasília (tanto no horário normal como no Horário de Verão), ou seja, -3h em relação a Greenwich (-2h no horário de verão). A localização da sede municipal, de acordo com as Coordenadas Geográficas, é de latitude 30º48’41” S e longitude 53º54’02”.

Com área de 2.680 km² (embora órgãos oficiais nos mostram entre 2.599 e 2.601 km²), o equivalente a 268.000 hectares, é o 22º maior município gaúcho em extensão territorial e o mais extenso do Estado com menos de 10.000 habitantes. Divide-se em dois Distritos (Sede, 1.400, km², e Ibaré, 1.280 km²). Seu território equivale a quase cinco vezes o tamanho da cidade de Porto Alegre.

Os pontos mais elevados do Município estão nas divisas com Vila Nova do Sul e São Gabriel (460 metros). Outro importante ponto elevado do Município é a coxilha de São Sebastião (378 metros). Os pontos mais baixos estão a cerca de 100 metros acima do nível do mar, nas regiões do extremo oeste (margens do Rio Santa Maria, divisa com Dom Pedrito e proximidades da divisa com Rosário do Sul).

A geologia lavrense é muito peculiar, com formações rochosas surpreendentes, com a Toca do Eusébio, a Toca do Corvo e o Rincão do Inferno. Este último é um parque natural que divide Lavras do Sul e Bagé, pertencente à Família Ferreira, e que é formado por rochas sedimentares conglomeradas que são cortadas por cânions de 250 metros de profundidade, por onde corre o Rio Camaquã, dentro de grandes e maciços rochedos.

Há em Lavras do Sul uma grande diversidade de paisagens Uma síntese de diversos biomas brasileiros é encontrada em seu território. Há exemplares de espécies vegetais típicas de ecossistemas, como a Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Mata dos Pinhais, espalhados em pontos diversos. No entanto, a vegetação predominante, são os campos, formados por gramíneas e capões de mato isolados, apresentados em morros arredondados ou planos, além de apresentar as maiores elevações do território. Na porção oeste, o relevo é mais plano e típico dos Pampas.

O território lavrense é um divisor natural de águas do Rio Grande do Sul. Em um só ponto, o chamado Marco Gaúcho das Águas, localizado na localidade da Meia Lua, próximo à divisa com São Gabriel, está delimitado o encontro das terras banhadas pelas bacias hidrográficas do Guaíba, do Camaquã (Bacia do Atlântico Sudeste) e do Uruguai. O principal curso d´água lavrense é o Arroio Camaquã das Lavras, formador do Rio Camaquã, juntamente com os arroios do Jacques e do Hilário; corta a sede municipal e é um dos grandes responsáveis pela formação e desenvolvimento urbano do Município, uma vez que foi à beira deste arroio que surgiram os acampamentos mineiros de exploração do ouro que existia em seu leito, especialmente no século XIX. O Rio Camaquã nasce oficialmente entre Lavras do Sul, Caçapava e Bagé, e tem mais de 350 km de extensão, desembocando na Laguna dos Patos.

A porção ocidental do Município apresenta uma bacia hidrográfica distinta, com as águas pertencentes à sub-bacia do Rio Santa Maria e Bacia do Rio Uruguai. Os principais arroios desta porção de território são o Santo Antônio, o Ivaró e o Jaguari, que corta o Distrito do Ibaré. O Rio Santa Maria, que faz a divisa natural com Dom Pedrito, forma meandros e curvas, dando origem a pequenas praias de areia densa. É importante ressaltar que tanto no setor ocidental (sub-bacia do Santa Maria), como no setor orientas (sub-bacia do Camaquã), são encontrados diversos pontos com grande quantidade de areia e sedimentos às margens dos arroios, formando praias fluviais.

Segundo João Francisco Trein Leite, em sua obra “Lavras do Sul – O relevo de tua história”, publicada em 2005, os solos lavrenses possuem formação granítica e elementos ásperos, com aspectos de rochas duras. Todos os tipos elementares de rochas são encontrados em território lavrense, além é claro, das formações rochosas pré-cambrianas, desenvolvidas a partir do início da formação geológica da Terra.

Mais de 400 espécies silvestres de animais habitam o Município, entre elas uma grande diversidade de aves – como o quero-quero, o pardal, o avestruz , o corvo – mamíferos – como o zorrilho, o veado-campeiro, o tatu (mulita) e a capivara -, além de diversas espécies de peixes, anfíbios, insetos e répteis. A flora é bastante diversificada e entre os principais exemplos temos as figueiras, salgueiros, cinamomos, gramíneas de diversos tipos, macegas, cactos e aroeiras. Animais domésticos são encontrados em praticamente todas as residências, e muitos animais são vistos soltos pelas ruas da cidade, como cães, gatos, cavalos e vacas, o que requer certos cuidados dos motoristas e pedestres.

O Município de Lavras do Sul está totalmente dentro do Bioma Pampa, possuindo mais de 80% do campo nativo conservado. As áreas situadas ao norte da cidade são consideradas as mais bem conservadas de todo o bioma, com sua vegetação e fauna praticamente intactas. O bioma Pampa é transnacional, abrangendo quatro países (Extremo Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai), mais de 2.000 espécies vegetais (349 apenas de gramíneas e 346 apenas encontradas dentro do bioma), além de 487 espécies de aves. Segundo especialistas da área de biologia, a pecuária (uma das principais atividades econômicas lavrenses) é a atividade econômica menos impactante para os campos nativos, uma vez que há a manutenção das condições naturais.

Registros pluviométricos coletados há mais de 30 anos na Chácara do Laranjal, pelo Sr. Luis Fernando Souza, dão conta de que a média de chuvas anuais no Município de Lavras do Sul é de 1.786 mm (em 2002, ocorreu o maior índice pluviométrico, com 2.904 mm; o menor índice de chuvas aconteceu em 1996, com 1.182 mm). Duas grandes enchentes foram registradas, em 1983 e 1992 (onde foram registrados quase 400 mm de chuva em dois dias).

É muito comum, entre abril e setembro, o fenômeno da cerração (nevoeiro), condição climática que é formada durante a noite e perdura até o amanhecer, ocorrendo graças à condensação do ar que ocorre junto à superfície, causada pelo resfriamento do ar quente e úmido, quando o mesmo entra em contato com o solo frio das pedras e do calçamento das ruas. Paulo José, ator e diretor renomado nacionalmente, nascido em Lavras do Sul, afirma que este fenômeno pode ser visto com uma beleza e transparência ímpares em apenas duas cidades do mundo, Lavras do Sul e Londres, capital do Reino Unido.

O interior do município de Lavras possui belas paisagens e lugares de grande beleza (como o Rincão do Inferno), e hotéis-fazenda, como a Estância São Miguel Arcanjo e a Estância Santo Antônio do Estreito, onde os turistas que lá visitam conhecem um pouco mais dos costumes da vida do campo, dentro de uma estrutura de uma típica fazenda do Pampa Gaúcho.

Há grandes propriedades rurais ao longo do município, que executam atividades que vão desde a condução do gado de um local a outro (lidas), até a produção de doces típicos, como figada, marmelada e pessegada, além, é claro, da carne de ovelha e dos churrascos típicos, assados na vala.

Outra peculiaridade das estâncias é a hospitalidade de seus moradores para com os visitantes. Os costumes gaúchos são fortemente difundidos e preservados como, por exemplo, nos trajes típicos dos peões (botas, bombachas), no andar a cavalo, nas comidas típicas, no sotaque, na hora da sesta (descanso) após o almoço, no uso de fogão a lenha, no hábito de beber chimarrão, etc.

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